
9 é um filme animado americano de ficção científica e fantasia que estreou em setembro de 2009. O filme é dirigido por Shane Acker, o mesmo que fez os efeitos visuais do filme O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei.
Produzido por Tim Burton e Timur Bekmambetov, e baseado no filme homônimo produzido por Acker e indicado para Oscar de melhor curta de animação de 2005.
O filme é em computação gráfica, porém, em um estilo que lembra uma animação em stop-motion, que Tim Burton descreveu como "assombrosamente belo". A trilha sonora é composta por Danny Elfman, tradicional colaborador de Burton, e a direção de arte de Christophe Vacher.
No meio do filme podemos nos deliciar ouvindo a famosa música “Over the Rainbow”, de “O Mágico de OZ” em meio ao cenário desolador que se passa em um universo paralelo ao nosso, onde a humanidade foi exterminada por máquinas que construíram um exército após rebelarem-se contra o cientista que as criou.
O cientista cria então um grupo de bonecos de pano que resistem à extinção. Os bonecos são 1, o líder auto-proclamado com o ator Christopher Plummer do filme A Última Estação, o inventor 2 com Martin Landau do Love Made Easy, os gêmeos 3 e 4, o aprendiz 5 com o John C. Reilly do filme O Aviador, o artista visionário 6 com Fred Tatasciore o dublador do Naruto e Bem 10, a valente guerreira 7 com a belíssima Jennifer Connelly do filme Hulk, o forte mas pouco esperto guarda-costas 8 e o bravo e leal 9, com famoso Elijah J. Wood do Senhor doa Anéis, com as qualidades de liderança que podem ajudá-los a sobreviver à perseguição implacável das máquinas.
Personagens interessantes e exóticos, clima sombrio, arquiteturas mórbidas, sujas, tudo muito legal, as texturas das roupas e detalhes de suas costuras, interessantes. Os simpáticos bonequinhos de panos foram feitos com muito esmero, cada um com uma característica que os diferencia física e emocionalmente dos demais, cada um retalhos da alma do criador.
É possível identificar uma homenagem à fábula Edward Mãos de Tesoura, sucesso dos anos 90 dirigido pelo produtor. As referências a clássicos modernos não param por aí: as máquinas que assombram os bonequinhos lembram as vistas na trilogia Matrix e no remake de Steven Spielberg Guerra dos Mundos. Junte ainda a tudo isso um pouquinho de Eu, Robô e você terá um filme muito consciente.
Nosso planeta com um visual apocalíptico em que os humanos foram dizimados. Em um mundo devastado pela ganância do próprio homem, sobraram apenas máquinas e estranhos bonecos de tecido.
O filme nos faz refletir no que estamos fazendo. Estamos rodeados por energia, tecnologia, destruição, esperança...
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