Tenho sede, uma absurda vontade de goles grandes de palavras "malditas" (...)

Contos que Conto ... Artur e sua covardia




Dr. Orlando recebe a visita mais uma vez de Helena e Artur em seu consultório. Casados a uns dois anos e meio, queriam ter um filho e por isto Helena fazia tratamento regularmente.

Helena se submetia a vários exames e toma uma medicação rigorosa, só que de um tempo para cá, começa a se sentir cansada, manchas pelo corpo, fraca, enjôos constantes, dores na cabeça... Dr. Orlando a encaminhou para um amigo de profissão para novos exames, ele está preocupado com a saúde de Helena, e estes sintomas levam a crer que ela esteja com algum tipo de câncer.

Artur não quer acreditar que sua esposa está doente, já imagina mil loucuras na cabeça, indo a hospitais fora da cidade e tudo mais. Resolve tirar férias no trabalho e levar a esposa para um passeio à casa de praia, bem longe da cidade, fugir de tudo isto já era o bastante...

Designer: Neto Silva
Conto e Voz: Sulla Mino

Museu do Universo --> Planetário-RJ

A Nave-escola está cenografada como uma nave espacial. Reúne 27 experimentos dedicados ao conhecimento do sistema solar, da cosmologia, da pesquisa espacial e das condições astronômicas para o surgimento da vida no Universo.


A área de Astronomia Fundamental aborda temas como as fases da Lua, as estações do ano e as marés. Este espaço também trata da história da Astronomia, medição do tempo e observação astronômica óptica.

Sem dúvida é um ótimo programa para as pessoas que buscam cultura e para a criançada nas divertidas seções infantis que acontece aos domingos.





A observação do céu é feito nesta praça localizada no terraço do local que é aberto ao público. Com a estrutura mais moderna do Brasil, o planetário do rio promove sessões explicativas – para adultos e infantis – na cúpula Carl Zeiss. O visitante, fica acomodado em confortáveis poltronas reclinadas onde experimenta a sensação de estar imerso no espaço, numa simulação que se aproxima a realidade.



O Planetário promove diversas atividades, como sessões de cúpula, experimentos, observações ao telescópio, cursos, palestras e exposições.



Criada em 19 de novembro de 1970, a Fundação Planetário tem como objetivo difundir a Astronomia, as ciências afins e desenvolver projetos culturais.



A instituição possui uma área total de 16 mil metros quadrados e 12 mil metros quadrados de área construída. Um dos seus espaços é uma biblioteca com acervo de aproximadamente 2,5 mil livros e vários vídeos educativos, especializados em Astronomia, Astronáutica, Astrofísica e Física. A instituição possui duas cúpulas em funcionamento: a Carl Sagan, com 23 metros de diâmetro e 263 assentos, que abriga o planetário modelo Universarium VIII - TD, e a Galileu Galilei, com 12,5 metros de diâmetro e 130 assentos, que conta com o planetário modelo Spacemaster.
Informações:
O Planetário do Rio está situado na Gávea: Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100 – Tel: 2274-0046 – Rio de Janeiro, RJ.
www.rio.rj.gov.br/planetario

*Imagens: Sulla Mino

Mitologia por Sol Firmino...A eterna juventude das ninfas

No texto “O Inverno e a renovação necessária” há uma introdução sobre a associação do mito de Deméter e Perséfone com as estações do ano. Essas deusas representavam a transformação da natureza e seu surgimento cíclico. Outros mitos também se relacionam com as estações do ano. Falando especialmente da primavera, muitas das suas representações estão associadas às ninfas.

As ninfas eram cultuadas como divindades, mas não eram imortais, nem moravam no Olimpo com os deuses. Elas habitavam na natureza, em todas as suas manifestações, como grutas, árvores, mares, lagos, bosques, montanhas, e recebiam denominações de acordo com a origem ou o local em que ficavam. Assim, entre várias ninfas, as Náiades eram as ninfas dos riachos; as Oceânidas eram filhas de Oceano e Tétis; as Nereidas eram filhas de Nereu e Dóris. Cada ninfa também tinha um nome próprio. Entre as Nereidas destacaram-se Tétis e Galatéia. As Melíades nasceram do sangue de Urano , eram as ninfas dos freixos, a árvore da vida entre os escandinavos, sagrada e indestrutível.

As ninfas eram sempre representadas como mulheres jovens e bonitas, tiveram muitos amores e geraram filhos famosos, como Aquiles, herói da guerra de Tróia, filho de Peleu e da ninfa marinha Tétis; e Orfeu, filho de Apolo com a ninfa Calíope.

(...)

Leia o texto na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

*Imagem: detalhe da Primavera de Botticelli.

Poesia por Sulla Mino...Caminho por aí


Caminho por aí,

caminho feito louco varrido...

Vagarando nas noites de lua cheia,

vagabundeando entre árvores e neblina.

Caminha meu corpo por aí,

cortando vento,

dançando entre os ramos da noite densa,

minhas mãos presas nas correntes do tempo,

tempo por aí.

Tempo este que corre de mim,

e corro dele através de um labirinto,

desatando os nós dos medos,

rompendo segredos e talhados.

Tempo vagabundo?

Caminho por aí.


* Imagem Google

Resenha do Livro “O Homem que Calculava”

O livro “O Homem que Calculava” aventuras de um singular calculista persa é um romance infanto-juvenil do escritor brasileiro Malba Tahan (heterônimo do professor Júlio César de Mello e Souza), que narra as aventuras e proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir na Bagdá do século XIII. Foi publicado pela primeira vez em 1939. Eu me deliciei na leitura, um aprendizado incrível no mundo da matemática através de parábolas e citações. Recebe o Homem que Calculava inúmeras consultas. Crendices e superstições. Unidades e figuras. O contador de histórias e o calculista.

A partir do célebre dia em que estiveram, pela primeira vez, no divã do califa, a vida deles sofreu profundas modificações. A fama de Beremiz ganhou realce excepcional. Na modesta hospedaria onde moravam, os visitantes e conhecidos não perdiam oportunidade de lisonjear com repetidas demonstrações de simpatia. Todos os dias o calculista via-se obrigado a atender a dezenas de consultas. Ora era um cobrador de impostos que precisava conhecer o número de ratls contidos em um abás e a relação entre essas unidades e o cate; aparecia, a seguir, um haquim ansioso por ouvir de Beremiz uma explicação sobre a cura de certas febres por meio de sete nós feitos numa corda; mais de uma vez o calculista foi procurado por cameleiros, ou vendedores de incenso que indagavam quantas vezes devia um homem saltar uma fogueira, para se livrar do Demônio.

Apareciam, por vezes, ao cair da noite, soldados turcos, de olhar iracundo, que desejavam aprender meios seguros de ganhar no jogo de dados. Esbarrou, muitas vezes, com mulheres - ocultas por espessos véus - que vinham, tímidas, consultar o matemático sobre os números que deviam escrever no antebraço esquerdo para obter boa sorte, alegria e riqueza! Queriam conhecer os segredos que asseguram a baraka para uma esposa feliz. A todos Beremiz Samir atendia com paciência e bondade. Esclarecia uns, dava conselhos a outros. Procurava destruir as superstições e crendices dos fracos e ignorantes, mostrando-lhes que nenhuma relação poderá existir, pela vontade de Deus, entre os números e as alegrias, tristezas e angústias do coração.

E procedia dessa forma, guiado por elevado sentimento de altruísmo, sem visar a lucro ou recompensa. Recusava sistematicamente o dinheiro que lhe ofereciam e, quando um cheique rico, a quem ensinara, insistia em pagar a consulta, Beremiz recebia a bolsa cheia de dinares, agradecia a esmola e mandava distribuir, integralmente, a quantia entre os pobres do bairro. Formulava, às vezes, sobre os acontecimentos mais banais da vida, comparações inesperadas que denotavam grande agudeza de espírito e raro talento matemático. Sabia, também, contar histórias e narrar episódios que muito ilustravam suas palestras, já de si atraentes e curiosas.

Às vezes ficava várias horas, em silêncio, num silêncio maníaco, a meditar sobre cálculos prodigiosos. Ficava sossegado, a fim de se fazer com os recursos de sua memória privilegiada, descobertas retumbantes nos misteriosos arcanos da Matemática, a ciência.



* Imagens Google
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