Tenho sede, uma absurda vontade de goles grandes de palavras "malditas" (...)

LANÇAMENTO --> Livro Letras & Imagens do Bem - Vol 5



Livro Letras & Imagens do Bem - Vol 5 – Eu (Sulla Mino) faço parte dele!


Lançamento: Livraria Siciliano do Midway

Hora: 19:00

Data: 21/09

Endereço: Av. Bernardo Vieira, 3775 - Tirol
Natal - RN

Telefone: (84) 3222-4722


Almas boas que colaboraram com a quinta edição do livro: Flávio Rezende, Andrea Browne, Marília Mafra, Anchella Monte, Lívio Oliveira, George Veras, Francisco Evangelista, Maria Audenora Neves, Paulo Neris, Anna Maria Cascudo Barreto, Málvia Vasconcelos Maia, Raimundo Antônio, Jânia Souza, João da Mata Costa, Augusto Coelho Leal, Clóvis Leite, Dalessandro Vincenzo de Castro Soares, Nivaldo Tavares, Maria Aparecida Rodrigues de Meireles, Sióstio de Lapa, Cléia Bolonha, Haroldo Mota, Brum, Rubens Barros de Azevedo, Walter Medeiros, Hugo Galvão, Ronne Grey, Ana Luiza Burlamarqui da Penha, Kacianni Ferrreira, Fernando Dantas de Rezende, Jocian Torres Pinheiro, Marcos Sá de Paula, Sulla Mino, Júlio Francisco Dantas de Rezende, Leilton Lima, Yasmine Lemos, Carlos Roberto de Miranda Gomes, Moisés Santos Lara, Vivi Viana, Andréa Diniz, Gê Santos, Elaine Vládia, Raquel Campos Freitas Santana, Ed René Kivitz, Mano Targino, Gilbamar de Oliveira Bezerra, Uiliete Márcia Silva de Mendonça e Zânia Maria Rios Aguiar Vieira.


* Estarei com meus amigos escritores dando autógrafos. Aguardo sua presença e sua contribuição. Adquirindo um exemplar, você estará contribuindo com as crianças da "Casa do Bem".

www.casadobem.org.br

By Sulla Mino


"O que deu errado, não quero entender...

Não saberia explicar ou até mesmo compreender,

estou assim,

carente de mim mesma"



Contos que Conto ... Filho da Lua

Ela estava lá, bem distante de casa, sentada embaixo daquela grande árvore sinistra, o seu pulso pedindo um basta, um final, com o olhar triste e cabisbaixo, uma tamanha solidão em meio aos devaneios sofridos, sua visagem como a melhor companhia naquele instante.

A dor não doía tanto e nunca conseguira entender a sensação tão intensa nestes anos todos, a lástima de uma paixão avassaladora que corrói na veia sem nunca ter amado, que desgasta os sorrisos poucos e falsos ao mundo, a puberdade chegara e as dúvidas eram muitas, sensações intermináveis, como o começo de um parto natural. Não, ela não é uma jovem tristonha e carente de amor, as lamúrias são canções que ela mesma criou no seu obscuro prazer. A grande árvore já não tem folhas nem flores, somente galhos secos e fracos. A belatriz aguarda a noite cair no seu corpo pálido e virgem, o soprar do vento forte do cair da tarde, o sereno misterioso, o frio manso e calmoso. É assim que ela aguarda a chegada da lua no céu escuro, hoje ela será cheia e brilhante. É assim mesmo que ela renasce, a moça ganha mais poder para continuar aqui, neste globo que chamam de Terra, este imenso espelho, seu pavor. A noite chega feito um cavalo, calopando no seu passo ordinário em direção daquela árvore seca e velha. E o ato de ligação sucumbe e não há como ceder aos esforços, morrer é necessário. Esta volúpia extrema, apenas uma noite do ano se faz necessária assim, sem dor, copular ao sangue de uma besta humana. A noite penumbral rouba um pouco de vida e ali mesmo naquele campo que divide o tempo e o medo, nasce mais um órfão de pai, fora cuspido do espelho pela lua maldita, os lobos uivam celebrando... Miriam agora é apenas um zumbi, filha do demônio plantado na grande árvore e do seu ventre saíra o filho da lua. Ela já não é mais uma simples virgem, seu pecado agora está latente e a morte se encontrará com ela novamente próximo ano. O dia amanhece, a árvore seca e velha continua erguida sob a luz do sol delicado. O menino chora, o cesto fora colocado no limiar da casa da velha, a anciã do vilarejo macabro, a morte caduca.

By Sulla Mino...Orkut, etc e tal.


“Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos; dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos. Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... Do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe nos e-mails trocados. Podemos nos telefonar conversar algumas bobagens... Aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo. Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: “quem são essas pessoas?”. Diremos que eram nossos amigos e isso vai doer tanto! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida! Então é preciso cultivar a amizade dia a dia!” Recebi esta mensagem no Orkut. Já recebi muitas mensagens de elogios, aviso de falecimento, feliz aniversário e aquelas típicas para datas comemorativas do nosso calendário. Esta mensagem em especial me emocionou, de verdade. A Internet nos distancia de grandes momentos, por exemplo, de ler intensamente um belo livro nas mãos, de sentir o cheiro de guardado dele ou o cheiro agradável quando novo, receber uma carta tão esperada de um parente distante, consome o tempo que você teria com seu animal de estimação, de assistir um bom filme com amigos ou até mesmo de se dedicar a uma refeição à mesa, junto aos pais. Muitas vezes, estamos no meio de centenas de pessoas e no mesmo instante no meio da mais repleta solidão. Damos salvas à comunicação virtual, ela é a responsável pelos amigos que temos e que fazem dos nossos dias, noites e madrugadas mais floridas. Orkut, E-mail, MSN, Blog, JustVoip, Twitter, Skype, infinitas páginas que existem mundo afora nos libertam da agonia e da tal famosa solidão, não importa se você está dentro do país, em alguma capital ou uma pequena cidade, até mesmo dentro da sua própria cidade, no seu aconchegante bairro, seus amigos sempre estarão perto, numa conexão, comunicação digital perfeita. Esta plataforma de entretenimento, a “bendita” Internet, nela você vê mais pessoas do que na entrada de um cinema, teatro ou nas praias em dia de bonito sol. A rapidez das coisas ocorridas no nosso cotidiano, a maneira mais fácil de bater um papo com o amigo ou resolver um trabalho escolar. A mídia ganhou poder, políticos, nossos amigos aumentaram a cada “click” nas páginas que buscam seguidores, até sua vizinha que não é tão gostosa ganhou status. Basta estar “On-Line” que o seu dia começa, os assuntos intermináveis. O perigo também neste mundo é medonho, terrível e assustador, os “fakes”, os pedófilos, os “abobrinhas”...Nunca temos a certeza com quem estamos teclando, somente quando ligamos a câmera podemos ter uma breve certeza e olhe lá, dá para se fazer uma imagem “não real” brincando. O mesmo perigo ocorre fora do computador, se você não tomar precauções, pode ser assaltado na esquina da sua rua, um seqüestro relâmpago, um tiro na nuca que não era para ser seu e se possível nunca use o relógio, o cordão, aquela bolsa tão desejada da boutique famosa do shopping...Oh mundo cruel! O que é real, irreal e virtual? Estamos jogados neste século sem as ferramentas corretas, nem as do Word conseguimos manusear da forma certa. Estou feliz com a mensagem que recebi, só prova que não estou esquecida pelos amigos distantes e como repassar uma notícia “fofa” é uma sabedoria entre as pessoas da Net, divido com vocês meus leitores, sei que um dia a gente vai se separar, mas certamente lembrarei que junto aos meus amigos virtuais ou não, vivi os melhores momentos da minha vida. Tanto no Orkut, etc e tal.

Poesia by Sulla Mino ...* * *... Entre Solidão


Entre solidão,

se aconchegue dentro deste peito

repleto de incertezas, de um fino desamor,

de argumentos miúdos,

de um bolor de ideias,

de palavras mal dormidas...

Entre solidão,

eternize-se neste ser descuidado e juvenil,

deste peito com afagos e mentiras,

de sentimentos poucos, de ânimo algum.

Solidão...

Entre e sinta o doce sabor destes vastos dramas

e perguntas incertas.

Entre e encontre a mulher em algum lugar,

em algum momento deste peito desordenado,

caduco e falido.

Ah solidão,

tens gosto bom em minha boca,

nos alicerces da minh’alma tens tempero cruel e amável.

Entre,

encontre-me,

catuca-me, revire a ferida ao avesso

e não me deixe morrer neste amor,

neste algo aqui que muito dói.


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