Tenho sede, uma absurda vontade de goles grandes de palavras "malditas" (...)

Ser Humano_Parte 3



Ser Humano_Parte 3

Ainda falando sobre as reflexões em torno da série de Tv Being Human (Ser Humano), temos muito que falar, na verdade, temos muito que pensar,  principalmente no que temer. Ser Humano. Temos muitas coisas para falar desta espécie. Coisas boas e coisas ruins. Penso nos mortos, penso nos vivos... O que realmente herdaremos? Ponho-me a refletir no que vem depois. Se realmente houver este depois. Procuro palavras para me acalmar, para preencher esta lacuna cheias de dúvidas em minha vida. Morte. 

Ela faz parte de nós, no começo, meio? No fim. “Toda cultura tem sua própria forma de se despedir. Confortar nos rituais que preparam os vivos para a morte. Facilitam a jornada para o vem depois. Mas ao fim, a morte é uma jornada que você trilha sozinho. Para alguns de nós, tal jornada leva a um atalho secreto, através de uma floresta sombria, onde ao contrário de respostas, só encontramos uma nova série de perguntas”. Somos todos monstros ou realmente humanos? Se formos tão humanos assim, o que nos tornam diferentes? E será que há uma mudança? “Uma das maiores habilidades humanas é o poder de mentir. Se por bem ou mal, benefício ou sobrevivência. Nós distorcemos a verdade. É uma habilidade que adquirimos cedo e aprimoramos com o tempo. Encobrimos os olhos dos nossos pais, professores ou chefes, até mesmo os nossos. 

Dizemos a nós mesmos que perderemos o peso, pararemos de fumar, e que, ao fim do dia, seremos boas pessoas. O que acontece quando não conseguimos nos convencer que, lá no fundo, não somos material de pesadelos?” Realmente somos o que somos, fazemos o que fazemos e ao final não sobrará muito que perdoar. “A única constante na vida é a mudança. Pessoas, como uma espécie, estão em metamorfose contínua. Quando nos acostumamos a engatinhar, ficamos de pé. Nosso instinto é resistir à mudança, temê-la. Então, embrulhamos com uma palavra bonita, como “evolução”, e esperamos que torne a pílula...Mais fácil de engolir. A questão é...A mudança não liga se você a ama ou odeia. A mudança é indiferente. Difícil de lidar. 

E ela nunca será negada”. Então podemos mudar de alguma forma, isso é muito bom, para todos nós. Estamos tão preocupados com muitas outras coisas, que esquecemos que sempre existe uma parte boa, algo bom que sempre acontece. Não podemos ficar esperando somente. Temos de percorrer os caminhos, mesmo estando cheios de espinhos. Será realmente que não estamos todos já mortos? Bem lá no fundo, sei que pensamos nisto, por isto lutamos tanto em viver? Sentimos poucas vezes uma calmaria no ar, uma quietude. Mas sentimos quando uma tempestade está para se formar em nossa vida. “Quando se sabe que terá uma morte violenta, quando é a única forma possível de morrer... É tudo uma questão de esperar pela última tempestade. 

Se a espera não te matar primeiro”. E vamos vivendo...Adquirindo novos modos de sobreviver. Somos todos únicos e com muitos motivos para querer subir sempre degraus mais altos, e não temos um tempo certo para ir embora. E sempre deixaremos uma marca, uma importância especial. Somos humanos, e isso funciona não é? E só o que nos destrói é um segredo. Tudo pode dar errado, ter um efeito contrário do que planejamos. “É feito cólera... Sombria, corrosiva. É uma longa história, a maior parte inacreditável. Mas está fora de você saber a verdade. Agora que não tenho mais nada a perder. 

Quando eu for embora, quero que ao menos saiba o que eu era. E o que você é pra mim. Nada mais importa. Não mais”. Então  não podemos deixar para o fim, a transparência do que somos agora. Tudo faz parte de um plano maior que nós. Incrivelmente estamos nesta existência para um bem maior e sei que podemos ser humanos de verdade. Deixar embutido este fantasma que nos rodeia, este vampiro que nos consome e este lobo que nos atormenta. 

Somos mais fortes que estes personagens em nossa mente, este tipo de monstro cruel que nos ataca insanamente, constantemente. E este ser cruel que nos mantém, ainda sem rosto ou nome, podemos torna-lo invisível ou até mesmo arrebatá-lo de nossa vida, sei que existe uma forma amável de sermos somente um ser. Podemos ser...Humanos.

Cinquenta Tons de Cinza


Cinquenta Tons de Cinza

Peguei emprestado o livro “50 tons de cinza” com uma amiga de São Paulo. Não gosto de pegar nada emprestado, muito menos de emprestar, mas este foi um momento diferente na minha vida. E fiz uma escolha errada (rs). 

Estava no Hospital, fiquei de acompanhante do meu esposo, que tinha feito uma cirurgia. No hospital e ler um livro erótico? Só eu mesma. Apesar de ser um gênero que não gosto, fiquei  intrigada e com muita vontade de conhecer Sr. Grey, o tal homem do livro, atraente e incrivelmente bonito, assim diziam minhas amigas que já tinham lido o exemplar. “A chama da vela é muito quente. Bruxuleia e dança na brisa abafada, uma brisa que não traz alívio ao calor. 

Delicadas asas transparentes se agitam por todos os lados no escuro, pulverizando o círculo de luz com uma poeira de escamas. Tento resistir, mas sou arrastada. É uma luz muito forte, e estou voando muito perto do sol, ofuscada pela claridade, fritando e derretendo com o calor. O calor...é sufocante, opressor, e me acorda” Cap. 17. 

O livro é de tema erótico, versão adulta de Crepúsculo e se tornou um sucesso absoluto de vendas no Brasil. Sucesso? Até agora estou tentando entender este lance. Li em um dia e meio. O romance é bom. Embora eu ainda ache que simplesmente se encaixa em um tipo de diário, onde a paixonite toma conta de uma jovem, e que simplesmente a paixão é pessoa mais estranha do mundo, digamos assim. Se submeter a ser rebaixada de tantas formas? Será que realmente é assim mundo afora? Sim Sulla, o mundo é dominador, homens são dominadores, não pensam no amor e sexo de forma “fofa”, o prazer diferente, de formas estranhas atrai uma porcentagem bem alta dos homens por aí. Como o livro é considerado por aí como o "pornô das mamães", resolvi lê-lo. “Faço o que ele pede, e ele amarra meus pulsos com a gravata, apertando bem. (...) Ele puxa o nó. Está firme. 

Deve ter sido escoteiro para ter aprendido este nó. E agora? Minha pulsação está lá nas alturas, meu coração palpitando num ritmo frenético...” Pág 127. O livro é da escritora Erika Leonard James conhecida pelo pseudônimo E.L. James,  é uma escritora britânica. Em 2012 foi considerada pela revista Time umas das 100 pessoas mais influentes do mundo. A sinopse é mais ou menos assim: Anastasia Steele é uma jovem estudante universitária completamente inocente e inexperiente. Nunca teve um namorado sério e, de fato, não tem a mínima pressa de mudar essa situação. 

Quando ela entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios termos... Grey, um jovem rico e Bonito, perfeitamente brilhante, muito sedutor, altamente controlador, possessivo e que trata amor como um negócio...Profundamente problemático. “O que realmente me preocupou foi como me senti depois. 

E isso é mais difícil de expressar. Fiquei satisfeita por tê-lo deixado feliz. (...) E, depois, deitada em seus braços, senti-me saciada...” cap. 16. Encarar uma vida de ser uma escrava sexual, se entregando ao masoquismo... Até onde você iria por amor? 

Até onde você iria para satisfazer suas taras sexuais? Nota 7,0.

Shuffleboard



Shuffleboard

Esporte! Como falar nele e praticá-lo também. Temos de torná-lo um hábito e também uma incrível diversão, incluindo também toda a  toda a família. E temos como diversão garantida o Shuffleboard. E quem acha que o Shuffleboard é só para aposentados se engana profundamente. Pode ser praticado por pessoas de todas as idades para se divertir, se exercitar, competir e interagir socialmente, enquanto estão engajados em um excelente esporte. Pode ser praticado ao ar livre, em praças públicas, quadras e em Clubes Familiares. 

O Shuffleboard foi criado no século XV, na Inglaterra, onde foi bastante praticado pela aristocracia. Foram os soldados de Henrique VIII que popularizaram o esporte. No século XIX, também ficou muito popular como jogo sobre decks de navios de cruzeiro, como entretenimento para os passageiros, onde era jogado com tacos e discos de madeira. O jogo, semelhante à bocha e ao curling, transcorre sobre o tampo, com 6 metros de comprimento. A dinâmica do jogo consiste em empurrar, alternadamente por cada competidor, usando tacos especiais cuja ponta é em forma de "U". Vence o jogador que fizer o maior número de pontos, após dezesseis jogadas de 4 discos para cada jogador. Podem ser jogadas duas partidas individuais ou uma partida de duplas ao mesmo tempo em uma quadra. Os primórdios desse esporte, na Inglaterra, quando começou a ser chamado de "Shove-groat", pois inicialmente era jogado com moedas. É também uma importante ferramenta para a promoção de integração, interação e inclusão social, uma vez que não exige competências físicas e equipamentos caros para jogar. 

Como o Shuffleboard é um jogo competitivo, o praticante é convidado a desenvolver suas habilidades estratégicas na criação de boas jogadas. Estas características tornam o jogo emocionante, por isso, as pessoas de todo o mundo que tiveram a oportunidade de jogá-lo. O esporte foi introduzido no Brasil, em 1996, e as equipes brasileiras, masculina e feminina, têm participado dos Campeonatos Mundiais. Em 2005, o Brasil foi sede do 24º Campeonato Mundial de Shuffleboard, realizado na cidade de Niterói, na Associação Atlética Banco do Brasil. Em breve, sediaremos outro Campeonato Mundial, provavelmente no Nordeste. 

Atualmente, o maior número de praticantes de Shuffleboard está nos Estados Unidos e Canadá. Em 2005, foi reintroduzido na Europa, nos seguintes países: Alemanha, Noruega, Espanha, Holanda, Bélgica Rússia e Inglaterra. É praticado também, entre outros países, na Austrália e no Japão. E o Shuffleboard por ser muito legal, os jovens estão aderindo esta ideia maravilhosa, montando seus times com amigos... Entre neste pique também. E minha dica é: No Mezanino do Hooters, na Vila Olímpia em São Paulo, por exemplo, encontra-se uma mesa, única no Brasil. A partida não sai cara, e  participam quatro pessoas. 

O que acha que reunir uns amigos para uma boa partida?!

Pássaro Negro



Pássaro Negro

Um grito apenas basta dentro de mim. Um grito bobo e infantil. Feito uma donzela jogando as pétalas fora. Grito compulsivamente, na tentativa de mais beijos, de mais gestos suaves que deslizem no meu corpo. E sinto que minha vida se encontra embaraçada, que os fios das minhas delícias estão soltos no vento que percorre no lado de fora. Fora de mim. Estou pronta para guerrear, acender o pavio de desencontros e de goles de vinhos baratos. 

Grito! Um grito torto e agudo dentro do peito. Conseguirei derrubar máquinas estranhas e tanques de guerra? E nos instantes em que acho que estou livre, fecho meus olhos para não encarar os arqueiros... Entre eles pode haver um cupido e não estou pronta para morrer de amor. Sigo ao breu. Sigo no chão cortante, sujando meu vestido branco. E sangrando no coração... Sigo cuspindo fogo nas farpas, e cortando cabeças de zumbis perdidos na própria insônia. 

Ou seria meu pesadelo afinal? Grito. Na esperança de acordar desta ronda que me cerca, desta luta que não é minha, neste mundo em que não nasci. E me sufoco no meu grito de socorro! Feito cócegas na barriga, feito cheiro de tinta fresca nas narinas. Não quero gritos fadigados e mentirosos, quero a loucura que me torna mulher, quero nadar no rio de água doce e acariciar um homem nu. Prometo a partir daí silêncio. Um silêncio imutável! 

Não mais abraçarei guerras que não me pertencem, bocas que não posso beijar.  Nem cantarei louvores de adeus, nem tampouco uma piscadela ao caçador. Esquecerei poesias e serei fera. Serei vento perdido no labirinto do deserto, serei gota inflamada na dor. 

Desespero e mata fechada. Tornar-me-ei pássaro negro e  voarei por aí!

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