Tenho sede, uma absurda vontade de goles grandes de palavras "malditas" (...)

2010 será igual a 2009, 2008, 2007...


Lamento informar, mas 2010 será igual a 2009. Haverá enchentes, secas, acidentes, atentados. Haverá Oscar, Prêmio Nobel, Fórmula 1, Brasileirão. Tem gente que vai nascer e tem gente que vai morrer. Tem gente que vai casar e tem gente que vai separar. Tem gente que vai perder o emprego e tem gente que vai começar um trabalho novo. Tem gente que vai sarar de doenças e tem gente que vai ter problemas de saúde. Haverá uma loira em sua vida (Ôpa! Ora se vai). Você terá uma oportunidade de viagem. Você terá uma notícia inesperada. Haverá novas eleições, mas os políticos serão os mesmos. Haverá guerra e paz, frio e calor, caos e ordem, yin e yang, como sempre foi e sempre será. A boa notícia é que, mesmo que o mundo não mude VOCÊ pode mudar. Só você pode mudar e passar por todas essas coisas que fazem parte da vida com mais sabedoria e dignidade. Não desejo a você um ano novo com tudo de bom, porque isso é irreal. Desejo que você tenha CORAGEM (= coração que age) para fazer mais por você mesmo e criar um VOCÊ NOVO. Faça-se novo

Por Sulla Mino..."Amigo Oculto"... Ao meu amigo Vô Lício (In Memorian)

Acho que neste mundo ninguém procurou descrever o seu próprio cemitério. Paulo precisa fazer algo sobre isto, com todas as forças enquanto é tempo. Talvez uma simples carta endereçada ao seu pai, faria alguma diferença.

“Sinto muito”, seria o começo dela, seu último diálogo, confessaria nela, o que o pai nunca desconfiou. Teria de ser uma mensagem breve e um tanto clara e seguir rapidamente com suas palavras ao objetivo principal, “pai, conheci meu amigo oculto”.

É verdade, algo mata Paulo! Lentamente, brutalmente, na verdade, seu próprio “amigo”, assim o faz, sem piedade... E tudo começou no seu aniversário de 16 anos, na porta da escola.

Este amigo apareceu em sua vida, elegantemente vestido, palavras suaves e doces, mexendo com o brio de um adolescente carente, não era homem o suficiente para dizer um simples não.

No começo, apenas as tonturas eram visíveis, os enjoos breves e depois a mais repleta escuridão. Nada mais tem sentido.

Falta de ar, alucinações, e depois a euforia de uma “picada” maior.

O homem que aparecera na porta do colégio há três anos atrás, apresentou a mais um jovem, um amigo oculto, seu assassino.

Paulo acabara de chegar ao hospital, sem chances. Seu próprio cemitério.

Hoje seu aniversário de 19 anos.

Não houve tempo para a carta.

Contos que conto...O Causo de Zé

Ele ainda vive com o desespero preso em si, o choro, os calos nas mãos iguais, Zé Evandro o mesmo pedreiro louco, que um dia fora o melhor vizinho e um pai sonhador.

Vive sozinho em uma casa que se ouve nas lacunas um choro infantil, a criança que a avó tanto almejou um dia apareceu e a vida levou depressa.

Zé vive lá, na casa empoeirada, no meio do nada, um homem esquecido pelo mundo, com gosto da morte nos lábios, com a solidão na alma e o desespero nas mãos.

O sorriso é gasto no rosto, uma lamparina toma conta da sala, os móveis rústicos e sujos de sangue do parto. A noite é seu pior tomento, seu fantasma, gritos que ecoam embutidos naquele velho lar.

Seu filho nascera com a morte esculpida no corpo, o ventre da mãe apenas suportou meses uma angústia, o pequeno foi enterrado no jardim junto ao córrego e todos os dias Zé faz um novo funeral, flores, brinquedo e um punhal em forma de lágrima que finca os seus olhos.

O momento noturno é o pior pesadelo, o choro toma o ar, invade, atordoa a loucura necessária. A bebida pura e quente lhe faz companhia e esquecer o pulso que está ainda virgem.

D.Zinha, a esposa de muitos anos, hoje um zumbi perdido na casa, não esquecera a primeira vez que pegou seu piá nas mãos e assoprou sua narina, no intuito que revivê-lo.

Ela está lá, guardada na velha casa, embutida na parede da sala, alguns centímetros de cimento colam seu corpo ao tijolo antigo, um ótimo revestimento e um quadro cobrindo os arremates. O quadro está bem posto, combinando com o ambiente, embora o sangue seco cobrindo os móveis antigos, completava aquela cena estúpida, ainda assim era a realidade de Zé.

A cidadezinha abriga este sítio abandonado, o corpo de uma criança no jardim, enfeitando o dia, D. Zinha escondida na parede fazendo sala ao marido.

Chove muito, o vento está forte e frio, os olhos de Evandro filmam a grama fofa e úmida, o inverno aponta no interior do sul, os brinquedos molhados, as flores murchas, o quadro da sala torto devido o vento adentrando pela janela.

O pobre pai afoga sua mágoa em mais uma bebida, corre desesperado à entrada de sua velha casa e se ajoelha no primeiro degrau, às lágrimas caem no rosto e se juntam as águas da chuva que entorpece.

- Deus! O que eu fiz?

Zé Evandro braveja tal frase, grita várias vezes olhando para o céu e não obtêm resposta alguma, apenas uns raios no céu cinza na outra ponta da cidade.

- Um dia serei perdoado?

- Não quero mais!

- Está ouvindo Deus?

- Tire-me daqui!

O pranto domina aquele homem desesperado até a manhã seguinte. O pedido foi aceito de tal forma, um carro vindo da cidade para em frente ao seu jardim, dois homens tentam colocar a camisa de força em Zé.

Por Sulla Mino...Uma cigana no sertão

Ah! Esta “Terra” estranha

que o meu coração árido agüenta,

este chão pálido,

deste povo de pavio curto,

que invade minhas entranhas,

é o chão batido e

abatido,

sertão,

sem muitos rumores.

O meu corpo pede água,

a boca sabor,

sou a cigana dos campos

sofrentes...

Piso neste escasso chão,

tem momentos que desejo não

ser andarilha.

Por Elton das Neves...Céu de Chumbo

As nuvens hoje estão carregadas de ódio e furor.

Elas trazem em seu aspecto o cinza do chumbo e da dor. Até parece que os anjos estão de novo a guerrear, a brandir suas espadas que faíscam raios e trovões sobre a terra e o mar.

Como no dia em que Deus ordenou ao seu fiel arcanjo Miguel, que reunisse junto de si, seu grande exército de espíritos bem aventurados. Para combater a Lúcifer, que com o fel do orgulho, havia se tornado um apóstata infiel.


Hoje quem parte para a batalha sou eu, pois invadiram minhas terras, e assim tomaram o que é meu, vestido com a minha armadura, e invocando a proteção do céu, guardo da minha amada como amuleto de proteção, o seu lindo véu.

Assim seguido pelo meu exército eu ando, com meu elmo na cabeça, segurando com uma das mãos o escudo, e tendo vingança, audácia e coragem no coração, que chegue logo a hora da batalha, e caia o inimigo,ao chão.


Como Josué em dia de batalha fez o sol parar, assim também o farei, e só quando o adversário render-se definitivamente, eu descansarei.

Todavia não haverá uma nova noite, e nem depois um novo raiar do sol, até não ter conseguido minha tão esperada vitória conquistar.

O rufar dos tambores em meus tímpanos ressoam, meu estandarte a minha frente levantado, caminha, meus homens me seguem com seus corações fiéis fortemente palpitando, pois uma batalha sangrenta eles sabem que vão travar, e com o rosto sombrio da morte poderão se deparar.


Os padres da santa igreja a nossa frente estão marchando, levando consigo a cruz de Cristo que está a nos abençoar.

Não farei prisioneiros e nem compaixão de ninguém terei, pois tenho ainda em meus ouvidos, os gritos dos meus vassalos em fogueiras a queimaram, quando invadido em meus domínios eu fui, e depois de terrível combate, quase que sem vida, escapei.

Desde então, ouço a voz do sangue dos meus servos e servas que sobe da terra pela minha vingança a clamar.

Os santos todos estejam ao meu lado a pelejarem, e a todo momento me façam lembrar, não luto só por minha honra, mas por toda minha terra que esta a esperar, pela libertação das mãos dos iníquos usurpadores que em meu castelo, estão a me aguardarem.


Depois que tomar de volta o que de direito é meu, quero que a paz e o amor retornem, e todo habitante do meu reino, possam chamá-los de seus novamente.

Peço a essas pesadas nuvens que hoje cobrem o meu céu, façam chover por sobre toda a minha terra, lavando seu chão de todo esse sangue que nele, esta batalha vindoura há de derramar, mas que as águas dessas benditas chuvas hão de lavar.

Meus vassalos hão de voltar a sorrir, e as crianças com sua inocência e gracejo, possam este mundo de novo colorir.

E as mães muito felizes voltem seus rebentos parir, quando o ultimo soldado inimigo enfim, for abatido.


E então com minha princesa amada me casarei, e filhos com ela eu terei, e nossos rebentos por essas nossas amadas terras a caminharem eu verei.

Por todos os anos de minha existência, a cada domingo farei uma enorme festa, ao Cristo esta vitória sempre agradecerei, pois em missas de ação de graças seu santo corpo eu comungarei.

E depois de muitos anos meus netos conhecerei, por isso aos meus inimigos jamais entregarei, os espólios dos meus bens, e estas benditas terras que dos meus pais, herdei.

Junto daqueles que são meus em ditosa paz, viverei.


A primavera bate a minha porta, a felicidade esta chegando, chega de batalhas sangrentas e de tanta guerra.Chega de tanta maldade e vil tirania, pois elas são coisas vãs.

Que venha por fim a augusta alegria.

E os santos anjos venham conosco brincar, São Rafael, São Miguel e São Gabriel possam a nossa mesa cear, e nossa bendita terra possa a liberdade celebrar.


“A minha terra tem a lua e tem estrelas, e sempre terá”...

“Renato Russo”- 1960-1996- trecho da canção intitulada, Metal contra as nuvens, do disco Legião Urbana V, Emi Odeon- 1991.


Blog do autor: http://eltondasneves.blogspot.com

Por Sulla Mino...Esconderijo


















No esconderijo penso na minha vida vazia

de cores, de sorrisos, vazia de tudo.

Feito pó, ingrata,

engolida por uma ilusão.

O gosto está amargo e envelhecido na boca.

O fervor, a menina em mim se perde no dia

quente de verão,

espero a noite doce,

me guardo na sombra do próprio corpo,

aqueço a morte por um momento.

O crepúsculo pode retomar no dia seguinte,

estarei lá na minha cova e

não mais perturbarei,

não mais zombarei dos esqueletos que me rondam.

Estarei sem pele, sem músculo, sem cor.

Minh’alma estará por aí,

dançando entre cadáveres e

meu corpo estará lá,

no esconderijo.

Por Mário Rezende...A Carioca















Flor de areia

beleza da praia,

assim como a brisa,

ardente como o sal

carrega no olhar uma tarde de sol;

na boca o sorriso brejeiro

que encanta o mundo inteiro.

O caminhar lascivo

e o jeitinho maroto

faz o tempo quase parar,

alimenta a saudade

de quem deixa esse lugar.

Quando se oferece ao sol

faz a estrela se encher de malícia e preguiça,

esticando o dia e o pescoço

para acariciar mais uma vez

a carioca, amor do mar e do rio.


www.mariorezendemeusescritos.blogspot.com

Mossoró-RN...Terra de Santa Luzia!

Eita...Vou sentir saudade de Mossoró, terra de Santa Luzia...Fui acolhida, mimada...Fiz grandes amigos, tive muitas conquistas e aprendi tradições, costumes...Uma parte de mim fica, várias partes na verdade e agora este chão faz parte da minha história.
Não esquecerei de ninguém, todos estão dendro da minh'alma.

Poesia por Sulla Mino...Voar como uma águia...Ao meu amigo Cmte Ruy Régis-João Pessoa
























Lindo dia,

céu azul e

infinitos ao seu lado.

O ar puro e único,

sem guerra ou Comulonimbus*,

brigadeiro...

Abaixo de mim o verde e

suas montanhas,

vento forte soprando em minhas asas.

Meu coração batendo forte no peito em segredo...

Em uma altura constante eu

tremia e sentia medo,

poderia este pensamento saltar desta realidade,

mesmo assim, não voltaria,

algo era tão forte dentro de mim,

que mal conseguia sorrir,

somente sentir, sentir...

Corria em mim liberdade,

acho que eu era um pássaro, livre...

Sentia-me veloz feito máquina moderna!

Repousei uns instantes na sombra de uma

árvore em meio ao deserto, fui longe...

A brisa me acordava, devagar...

Era hora de voltar para o meu

horizonte artificial.





* Comulonimbus ou CB são nuvens de trovoadas que se desenvolvem verticalmente até grandes altitudes, com a forma de montanhas, torres ou de gigantescas couves-flores.

Feira do Livro em Mossoró-2009...Minha participação foi um aprendizado!





Crônica por Sulla Mino...Sol na minha vida!

Na manhã de domingo do dia dos pais, eu estava meio confusa e carente. Parei a pensar o que seria este dia pra mim, as intenções dele e como este marcaria mais um ano em minha vida. Quando nasci “há dez mil anos atrás”, meu pai não estava lá e quando cheguei em meu novo lar, estava a minha espera a Sol e me apanhou em seus braços miúdos.

O tempo foi passando, ela me ajudava quando eu tentava dar meus primeiros passos, colocava a chupeta em minha boca. Meu genitor me ensinou jogar sueca, tragar cigarro e beber caracu, fora aquele futebol nos fins de semana, era legal, a pior parte era colocar o uniforme do Botafogo, time preferido dele não o meu.

Enquanto a Sol ensinava a me vestir, pentear e me levava para brincar na rua, brincadeiras de criança, pique pega, bandeira...E final do dia sempre em volta da fogueira com belas cantigas de roda.

Na minha pré-adolescência, eu viajava, embora com amigos mais adultos, eu ia e muito feliz, ouvia as melhores músicas de grandes artistas, lias bons livros que ela emprestava. Tinha deveres da escola, trabalhos e as dicas quando eu tinha de passear com outras pessoas.

Na minha rebeldia de adolescente, a Sol estava lá, eu levava bons cascudos na cabeça, e ela sempre me explicava o porque de eu não poder fazer tais coisas e mesmo quando eu as fazia e por fim chorava, lá estava novamente a Sol, com seu ombro, seu carinho.

Na minha formatura ela tirou lindas fotos, quando eu fui mãe a primeira vez, ela me apareceu na maternidade e perguntou se eu estava bem e sorrimos juntas. Quando eu fui mãe pela segunda vez, ela estava lá novamente, de novo nos olhamos profundamente, ela estava para certificar se tudo corria bem, fazendo seu papel de avô.

Meus recitais, minha dança nos melhores palcos, nas minhas belas coreografias nas tantas bandas que trabalhei e viagens que fiz, ela não pode, sei que não, em outros momentos piores e melhores esteve, pode ter certeza que sim, não nos que sorri, mas no que chorei ela não faltou.

Espero que todos tenham comprado um bom presente para o papai ou simplesmente que estiveram em casa, fazendo companhia ao homem que muda nossas vidas. Eu não pude dar cuecas, meias ou uma caixa de lenço, a Sol não iria gostar. Mas, dentro de mim tenho o melhor presente, as lembranças, as recordações, as saudades e isto sei que não tem preço, não tem folha de presente que cubra. Seria difícil descrever todos os momentos em que ela esteve presente em minha vida e até nos dias de hoje, eu já adulta, ela ame cobre com o seu perfil, como professora, literária, mãe e amiga.

Seria minha irmã meu pai?

Contos que conto...Kapytuchekin.

Virna caminha próximo ao lago Nuli na quadra da sua casa. Era uma manhã fria, típica de outono, notava-se as muitas folhas soltas na grama do parque, o vento gelado e brando soprando no rosto.

Nossa personagem passeia totalmente concentrada naquele momento, analisando a folhagem caindo ao chão, o movimento tranquilo da água no lago, as crianças correndo atrás da bola, umas no balanço, cachorro brincando com o seu dono, tudo num verdadeiro compasso.

Virna se aconchega num banco embaixo de uma bela e grande árvore e se pos a ler o livro que levara, “Amor Proibido” seu título e ficou ali, folheando as páginas amareladas do romance. E foi um bom tempo de leitura e tranquilidade.

Lembrou um tempo depois, de um objeto que estava em seu bolso, que tinha encontrado no chão assim que adentrou no parque. Era uma minúscula caixinha de música. A curiosidade foi tanta que não esperou mais tempo e ao abrir a caixa, havia uma linda bailarina e um sensor para dar corda e iniciar uma música.

Ela não sabia se terminava de ler a parte mais interessante de seu livro ou se ouvia a canção da caixa. Então, encostou o livro no canto do banco e se pos a apreciar o objeto, deslizando seus dedos nos relevos dos detalhes esculpidos nela, deu a corda para ouvir a canção. Era uma voz doce e suave, uma melodiosa valsa, um turbilhão de magia envolvia seu corpo, um ciclone cinza e mágico, num passe de fantasia Virna estava no mundo dos sonhos, onde tudo era colorido, cada detalhe pintado à mão.

- O que fazes aqui linda jovem?

Uma árvore de folhas transparentes e um caule cintilante, a voz aguda, de uma criança de quatro anos, tentava envolver Virna com perguntas.

- Sim, você que olha pra mim, que fazes aqui?

- Eu não sei D. árvore, eu só estava ouvindo uma valsa da caixinha.

- Não poderá voltar, você sabia disto?

- Voltar? Ao parque?

- Não mocinha... Para a realidade querida, você agora faz parte do nosso mundo e sua voz será a próxima na música da caixa mágica.

- Não posso ficar, tem muita coisa importante lá fora que preciso fazer, lugares para ir, sonhos e um livro para terminar de ler.

A árvore foi desaparecendo de sua frente, feito vulcão em erupção, um clarão tomou o corpo da jovem dali e cuspiu-a em outra parte daquele mundo, já não era tão colorido, era tudo em barro, um barro vermelho purpurinado. E ela ficou ali, rodando o olhar em tudo e não encontrava nada, somente vales, morros e montanhas de barro.

Sentou-se desorientada e sofrida, o choro tomou o rosto, ela se agarrava a caixa num desespero frustrante, uma gota de sua lágrima fez acender na caixa uma palavra em amarelo “Kapytuchekin”... Ela gritava aquela palavra dentro de si... Kapytuchekin depois em voz alta... Kapytuchekin, os ecos atordoadores...

- Senhorita? O parque já vai fechar.

Virna havia caído num sono profundo e a caixa era somente um objeto infantil perdido no parque.

Por Sulla Mino...Feliz de Mim!


















Quando a morte me levar,

feliz de mim que tive teu gozo.

Vou com teu cheiro em meu corpo,

com o teu sabor em minha boca...

Dormirei com teus mistérios na eternidade,

com teus segredos,

sofredora e vencedora do amor,

eu vou deliciosa e mansa...

Tristes aqueles meus dias de insônia,

meu crime foi ter escrito aquelas palavras,

por quê?

Cedo ou tarde eu iria mesmo morrer.

Por Sulla Mino...Acróstico: Sulla






















Sulcos, idéias mortas...

Não sou poeta das melhores palavras

ou de um nome de sucesso,

apenas tenho insônia,

como qualquer insano deste tempo,

tenho argumentos, minhas palavras...

Não sou viajante e de eras modernas,

nem conheci tempos rústicos,

muito menos dialoguei com estranhos.



Um disfarce irônico meu, é vestir uma bata negra...

Sou participante desta cretina pátria e

como migalhas quando deixam cair,

não me sento na mesa dos intelectuais,

sou apenas uma amiga distante.



Lavo a alma todo dia pela manhã,

sou discreta e intrusa, à noite choro,

igual criança com medo do bicho papão,

tenho fome, tenho sede.



Laço colorido envolve meu pescoço,

não sei se sou daqui e se um dia voltarei,

a morte me sonda faz tempo, por isto

troco a máscara todos os dias,

perambulo feito zumbi e falo como um

político novato.



Assim, fui jogada no tempo maduro,

sou criança, apenas uma criança.

Por Sulla Mino...O Sopro no corpo






















Tento aprumar o corpo

no sopro forte da noite que chega.

O avesso das palavras

me põe à frente deste momento sólido,

tento equilibrar-me,

embriagada de desespero,

não consigo...

O sopro leva o corpo para

o tornado,

já não é real e

giro, aos avessos,

de qualquer jeito,

indo em direção ao penhasco...

Duda, o menino da roça..Por Johnny Souza, meu filho de 8 anos. Exercício sobre as modernidades das cidades com o passar do tempo...






















* Duda é um menino que vivia entediado na roça, até que um dia recebera um livro e se aprofundou na leitura, horas e horas olhando as figuras de brinquedos, ele queria poder brincar neles. Um dia ele tirou uma soneca embaixo de árvore, vinte anos depois acorda e viu que a roça era uma cidade moderna.


Apesar de uns erros de Português, a letra um tanto fora de prumo, este menino é um orgulho!


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