Tenho sede, uma absurda vontade de goles grandes de palavras "malditas" (...)

Presépio










Uma simbologia importante para o Natal, esta data que se aproxima rapidamente é o presépio, uma referência cristã que representa o nascimento de Jesus de Belém, na companhia de José e Maria. Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais, segundo a história, este acontecimento ocorreu no tempo do rei Herodes, que teria mandado matar todas as crianças por medo de perder o seu trono para o futuro rei dos judeus. Tornou-se costume em várias culturas montar um presépio quando é chegada a época de Natal. Variam em tamanho, alguns em miniatura, outros em tamanho real. No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552, por iniciativa do jesuíta José de Anchieta. O primeiro a armar um presépio em argila foi São Francisco do Assis, em 1223. As ordens religiosas se incumbiram de divulgar o presépio, a aristocracia investiu em montagens grandiosas e o povo assumiu a tarefa de continuar com o ritual. O costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média. Em 1567, a Duquesa de Amalfi mandou montar um presépio que tinha 116 itens, a adoração dos Reis Magos e dos pastores e o cantar dos anjos. Foi já no Século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns começou e depois pelo mundo. Ao lado da árvore e dos presentes, o presépio é talvez uma das mais antigas formas de caracterização do Natal. A palavra presépio significa “um lugar onde se recolhe o gado; curral, estábulo”. O nascimento e a adoração ao Menino Jesus eram representadas de outras maneiras. As primeiras imagens do que hoje conhecemos como presépio de natal foram criadas em mosaicos no interior de igrejas e templos no século VI e, no século seguinte, a primeira réplica da gruta no Ocidente foi construída em Roma. O presépio natalino se difundiu pelo mundo criando uma ligação com a festa do Natal. Já no século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica. Essa é a forma mais tradicional de simbolizar o grande acontecimento que ficou gravado na história da humanidade. Por isso que no natal o presépio é a principal imagem que deve ser colocada embaixo da árvore representando amor verdadeiro, perdão, vida e salvação. Existem vários tipos de presépio, artesanal, vivo, reciclado entre outros, cada ano um mais moderno e elaborado que o outro, uns que valem uma verdadeira fortuna, mas não se pode esquecer que o verdadeiro valor está no coração das pessoas que acreditam em Deus e no nascimento do menino Jesus, nada mais. Para muitos o presépio de Natal é apenas mais um artefato de comércio e acabam esquecendo da sua real importância.

Papai Noel

Papai Noel é uma figura lendária que, em muitas culturas ocidentais, traz presentes para as crianças comportadas na noite da Véspera de Natal, o dia 24 de dezembro, ou no Dia de São Nicolau. A lenda pode ter se baseado em parte em contos hagiográficos sobre a figura histórica de São Nicolau. Uma história quase idêntica é atribuída no folclore grego e bizantino a Basílio de Cesareia. O Dia de São Basílio, 1.º de janeiro, é considerado a época de troca de presentes na Grécia. Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada num bispo chamado Nicolau, que nasceu em um lugar chamado Myra, hoje Turquia, há aproximadamente 300 anos AC. Após a morte de seus pais, Nicolas tornou-se padre. O homem de bom coração que costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Os presentes de natal jogados pela janela caíam dentro de meias que estavam penduradas na lareira para secar. Daí a tradição natalina de pendurar meias junto à lareira para que o Papai Noel deixe pequenos presentinhos. Foi transformado em santo, São Nicolau, após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele. A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura. O Papai Noel que conhecemos hoje surgiu em 1823, com o lançamento de “Uma visita de São Nicolas”, de Clement C. Moore. Em seu livro, Moore descrevia São Nicolas como “um elfo gordo e alegre”. Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho. A roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, criado por Nast foi apresentada na revista Harper’s Weeklys neste mesmo ano. Em 1931, uma campanha publicitária da Coca-Cola mostrou o Papai Noel com o mesmo figurino criado por Nast, que também eram as cores do refrigerante. A campanha publicitária fez um grande sucesso, ajudando a espalhar a nova imagem do Papai Noel pelo mundo. Atualmente, a figura do velhinho está presente na vida das crianças de todo mundo, principalmente durantes as festas natalinas. É o bom velhinho de barba branca e roupa vermelha que, na véspera do Natal, traz presentes para as crianças que foram obedientes. Ele habita o Pólo Norte e, com seu trenó, puxado por renas, traz a alegria para as famílias. A história que os americanos contam é que o tão bondoso velhinho, o Papai Noel, mora no Pólo Norte, já os britânicos acreditam que ele mora no alto das montanhas de Korvatunturi, porém em ambos os lugares a neve nunca se acaba, ele mora supostamente com sua esposa Mamãe Noel, e é neste lugar que residem milhares de elfos mágicos que o ajudam a fabricar os presentes durante todo o ano. Como dizem: Natal sem Papai Noel não é mesma coisa. Interessantes nomes dados ao Papai Noel: Alemanha é Weihnachtsmann-"Homem do Natal", Argentina, Espanha, Colômbia, Paraguai e Uruguai é Papá Noel, no Chile é Viejito Pascuero, Dinamarca é Julemanden, França é o Père Noël, na Itália Babbo Natale, Holanda Kerstman, em Portugal é Pai Natal, Suécia Jultomte, Estados Unidos Santa Claus, Rússia Ded Moroz. Papai Noel é Papai Noel, de qualquer jeito, com qualquer nome, seguimos a tradição, nos vestimos deste sonho incrível, desta fantasia. Não importa o lugar ou a crença que as pessoas tem, todos nós um dia já acreditamos nele. Dizem que papai Noel vive na Lapônia, mais propriamente na cidade de Rovaniemi e o parque conhecido como "Santa Park", que se tornou uma atração turística do local. No Brasil, os Correios oficialmente recebem cartas endereçadas ao Papai Noel desde 2001. Por precaução é melhor enviar ao endereço original. Escreva uma linda carta, eis o endereço do bom velhinho: Santa Claus FIN-36930 Arctic Circle – Rovaniemi- Finlândia. Boa sorte e Feliz Natal! Ho Ho Ho...



Imagem google.com

É difícil fazer alguém feliz,

É difícil fazer alguém feliz,

assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo,

assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor,

assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,

assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom,

assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz,

assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,

assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão?

Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?

Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir?

Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?

Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?

Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...

Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos, "

Mas também tornemos todos esses desejos,
realidade!



Cecília Meireles

Contos que conto...Malvino

Não era um lugar desconhecido, era meu quarto, meu pequeno e confortável cantinho, tão real eu acordei e fiquei uns minutos na dúvida, se havia acordado mesmo ou adormecido, tirado um cochilo como de costume nos fins de tarde.

O despertador não soou, minha neta Camile não veio pular na cama esta manhã e o Rex não apareceu para lamber-me o rosto, o dia estava começando estranhamente tranquilo.

Não ouvi a fúria da criançada no lado de fora da casa, nem automóveis passavam naquele minuto, havia uma calmaria intensa e até o sol não apontou pela brecha da janela, o dia estava fechado, parecia dia de domingo, quando eu ia visitar minha sogra.

Fui até a cozinha avistar o café da manhã, Eulália minha querida esposa não preparou meu café forte neste dia de hoje, nem minhas torradas com geléia de uva. A casa estava fazia comigo. O cheiro de flores era forte no ar. Voltei ao quarto e nele caminhei de um lado para o outro traquinando o que fazer, resolvi descansar um pouco, ainda era cedo demais, talvez Eulália tivesse ido comprar pães e queijo minas.

E em poucos instantes notei uma breve música soando, vindo da sala. Beethoven, minha canção preferida, levantei-me lentamente e lá estavam todos, aconchegados na sala de estar provando os salgadinhos de Eulália e Camile correndo por entre os convidados, no seu vestido de festa. Rapidamente voltei ao quarto para colocar uma roupa mais apropriada.

Coloquei meu terno preto, a camisa de dentro num tom lilás e os sapatos já estavam engraxados, estupidamente lustrosos. A barba não precisava aparar, estava perfeita. Caminhei até a sala, os convidados estavam na atenção as palavras que Eulália me prestava, dizia aos amigos sobre este dia, aniversário de 68 anos e que certamente eu renascia, provavelmente em algum lugar bonito, numa calmaria que tanto eu almejava. Descia as escadas lentamente, apreciando o palavreado fino na voz de minha esposa, seu vestido era lindo, havia comprado a pouco, ela queria usar em um momento especial deste ano, disse certa vez. Parei no vigésimo degrau, os convidados ainda não perceberam que eu estava ali, eu quis apreciar aquela linda cena, Eulália com o penteado favorito, a homenagem ao tipo de homem que sou e as coisas boas que fiz na vida, todos sabiam que eu estava ali, na espreita, e minha chegada na sala seria o grande final, melhor dizer que seria o início da festa. Sabia que não iriam esquecer do meu dia, meu aniversário este ano era bem esperado, principalmente por Camile, que desde semana passada pedia para não esquecermos do brigadeiro com granulado colorido. E assim estava sendo, a mesa de doces com todos os tipos e cores, os salgados de todas as formas e sabores, bebidas das mais variadas, flores por toda a parte e até uma linda moldura com meu retrato predileto, uma pose de pensador quando eu tinha uns 40 anos de idade. A campainha soou, a grande entrega chegara. Eulália deu uma pausa no discurso e fora receber a encomenda, certamente era um lindo bolo.

Tive de descer uns degraus para ver melhor a caixa que fora entregue, estava em cima de uma linda bancada, era uma urna preta com a lateral em ouro. As taças já estavam postas na mesa e a bebida aberta para o grande brinde. Um pouco da tradição Irlandesa invadia minha casa. Todos sorriam e festejavam. Minhas cinzas prontas, eu caminhava e sumia repentinamente entre eles...




Imagem F. Rodrigues ---> O Cara!

Glauco e Sila

Glauco era uma divindade marinha cujas origens divergem, mas a lenda mais conhecida diz que era filho de um pescador. Um dia, pescando em uma ilha, descobriu que a relva onde colocava os peixes que apanhava os trazia de volta à vida. Decidiu então provar as folhas.

O jovem logo sentiu vontade de entrar na água, e os deuses Oceano e Tétis receberam o novo membro com honras. Seu aspecto mudou, passou a ter cabelos verdes e cauda de peixe no lugar das pernas. A partir daí, pertencia definitivamente ao mar.

(...)

Solange Firmino

Leia o texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem: A feiticeira Circe, de J.W. Waterhouse

Resenha do Filme -->O Menino do Pijama Listrado

Relatar fatos ocorridos no horror da 2ª Guerra Mundial e o Holocausto não é caso tão fácil assim, vem à tona raiva e pavor dos tantos acontecimentos que marcaram, que ficaram na história, na lembrança do ser humano, ler um livro ou assistir um filme sobre este fato, é abrir uma ferida, daquelas de difícil cicatrização. O filme O Menino de Pijama Listrado traz a tona vários argumentos. O filme é baseado no livro do romancista alemão John Boyne, é um filme de drama e guerra de 2008, uma co-produção britânico-estadunidense e dirigida por Mark Herman, o mesmo da comédia romântica Hope Springs-Um lugar para Sonhar, este filme certamente foi um enorme passo para a sua carreira. O filme descreve a amizade entre duas crianças alemãs, distinta nas ascendências e em plena Segunda Guerra Mundial. Bruno tem apenas oito anos e é o filho mais novo de um oficial da SS, quando seu pai é transferido de Berlim para um Campo de Concentração de Auschwitz. O elenco traz as crianças Asa Butterfield, o mesmo do filme Filho de Rambow e da série Merlin e Jack Scanlon de Olhos de Borboleta. Vera Farmiga conhecida por seus papéis nos filmes A Órfã, Amor sem Escalas. David Wheeler que já esteve em vários filmes e entre eles Coração de Dragão e atualmente em Harry Potter como o Professor Remus Lupin. Trilha sonora do excepcional James Horner, o mesmo de Avatar, Titanic, Aliens e tantos outros maravilhosos filmes. Este drama é realmente sensível, expõe a inocência das crianças em meio ao caos nazista e mostra que é possível uma grande amizade mesmo entre supostos inimigos, porque criança quer mesmo é brincar. E foi assim que o menino Bruno conhece seu amigo do Campo de Concentração e embora uma cerca de arame farpado eletrificada, não impediu que eles brincassem ou entendessem o porque de tudo aquilo que estava acontecendo em volta. Deixar a antiga casa, os amigos, não é uma tarefa tão fácil para uma criança, viver em um lugar isolado, onde os sons não são os mesmos e o silêncio ensurdecedor, um céu que ao invés de azul e com belas nuvens brancas, é somente um céu acinzentado com suas nuvens negras vindas da cremação de corpos do Campo. Bruno não entende que enquanto ele luta para sobreviver no limite, armas eram disparadas do lado de fora enquanto o “Anjo da Morte” fazia seu papel. A população nada sabia sobre os horrores de Hitler, mais creio que em algum momento precisaram fazer uma escolha. Bruno não concordou que seu amigo Judeu fosse seu inimigo e fez a sua escolha, ajudar Shmuel encontrar o pai e conhecer novos amigos, para Bruno o Campo era um paraíso e lá poderia brincar com muitas crianças, esta seria uma incrível aventura. O drama da amizade entre eles dá sinceramente “um nó na garganta”, uma verdadeira obra e com um final realmente surpreendente, envolvendo o holocausto como cenário e que ficará na lembrança. A história de Bruno é apenas uma pequena parte do que aconteceu na tragédia que o mundo não consegue esquecer e o extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler também não. Vale a pena apreciar este intenso filme.


Imagem google.com

CAIXA DE PANDORA

A mulher foi um presente
que o homem dos deuses recebeu,
e tudo mudou assim de repente,
o paraíso em que vivia enlouqueceu.

Ganhou de Minerva a vida
e, também, a arte dos encantos.
Vênus lhe deu a beleza,
o desejo indomável.

Os demais, a voz suave,
o poder de persuasão e outros tantos:
artimanha, sedução e vaidade inigualável.
Recebeu por tudo isso,
o que o homem hoje adora,
por significar o poder de todos os dons,
o nome apropriado de Pandora.

Ao homem, no baú que ela trouxe
do Olimpo como presente,
e que, por curiosidade,
fez abrir e espalhar o conteúdo,
para não sucumbir aos malefícios,
restou a esperança, felizmente.



Por Mário Rezende

Árvore de Natal

Está chegando uma data muito importante, o Natal. Além de ser uma data marcante para toda a humanidade, ao seu redor também os festejos, tradições e simbolismos, como por exemplo, a Árvore de Natal. Que é um símbolo natalino que representa agradecimento pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, conhecida em algumas regiões da Europa como “Árvore de Cristo”, desempenha papel importante. Os relatos mais antigos que se conhecem acerca da Árvore de Natal datam de meados do século 17, e são provenientes da Alsácia, encantadora província francesa. O costume de preparar a árvore foi passando de vizinhança em vizinhança, alcançando hoje até países. Mas, qual é mesmo a origem esotérica da Árvore de Natal? Agora ela se tornou popular, sua real origem é popular e Criada para abrigar toda uma simbologia esotérica e espiritual. A Árvore representa toda a vida e todas as dez dimensões do Universo. Se utiliza o pinheiro porque representa a energia luminosa da Era de Aquárius. O pinheiro é, na verdade, o símbolo da Era Aquariana. Mas podem ser plantas especiais e mágicas, como a romãzeira, o cipreste, o zimbro etc. Sugere-se colocar a árvore de Natal ao centro da sala ou no leste, aonde o Sol nasce. Sempre enfeitar a árvore de cima para baixo, respeitando as forças descendentes do Espírito Divino que vêm para nos abençoar aqui no plano físico. No topo da Árvore é fixado uma estrela dourada, esta representa nossa Estrela Interior que anseia nos guiar na peregrinação da vida, é o nosso Espírito Divino que precisa nascer em nossa consciência, o topo de nossa Alma. Porém nunca ponha a estrela de ponta cabeça, se esta for de cinco pontas. Os enfeites alegorizam virtudes, poderes e forças espirituais que devem triunfar dentro de nós, e também dentro da casa onde está a árvore. Os três sininhos simbolizam a Santíssima Trindade, as três Forças Primárias do Cosmos; os sete anjinhos representam os sete Espíritos Angélicos Santificados, que estão diante de Deus intercedendo por todos nós. As doze bolas podem ser mais, obviamente, mas as maiores devem ser ao todo doze, e este número representa as Doze Leis Crísticas, os Doze Salvadores e os Doze Cavaleiros da Távola Redonda, os Apóstolos, que nos protegem de todo o mal para algum dia encontrarmos as Doze Verdades de Cristo. As sete bengalinhas simbolizam as sete Kundalinis que devemos trabalhar para encarnar nossos Poderes que Divinizam. Os enfeites ao pé da árvore, representam todas as virtudes que queremos alcançar em nossa vida espiritual; podem ser pequenas caixinhas, elas representam essas virtudes e podem ser de cores variadas. A vela quadrada de cor amarela deve ser posta na base da árvore ou próxima a ela e durante toda a semana de Natal, acendê-la para que toda a árvore natalina se transforme num carregador de energia astral altamente positivo. Recomenda-se que uma mulher, caso seja possível, grávida, acenda essa vela. Um Recipiente com água deve ser posto do lado da vela acesa, pode ser uma pequena jarra com água e coberta, para não cair nenhuma impureza. Representa que devemos nos purificar com água e com fogo para iniciarmos verdadeiramente a construção de nossa Árvore Natalícia Interna! E na noite de Natal, dê essa água de beber a todos os membros da família e convidados, ou a distribua aos enfermos; ou então, molhe as plantas de sua casa, pedindo aos elementos da Natureza proteção, harmonia e prosperidade a todos os que moram no lar. O dia de montar a ornamentação de Natal varia de país para país. Em muitas cidades dos Estados Unidos, por exemplo, só se monta na véspera de Natal, é a famosa "noite anterior" tão esperada pelas crianças. Em muitos países da Europa, é no dia 25 de novembro, um mês antes, a população monta o presépio e a árvore, A data sugerida para se montar a Árvore de Natal é no dia 1º de dezembro. E sua retirada, no Dia de Reis, no dia 6 de janeiro. A árvore de natal é uma tradição muito mais antiga do que o Cristianismo e não é um costume exclusivo de nenhuma religião em particular. Muito antes da tradição de comemorar o Natal, os egípcios já levavam galhos de palmeiras para dentro de suas casas no dia mais curto do ano, em Dezembro, simbolizando A triunfo da vida sobre a morte. Na Europa, uma das tradições natalinas consiste em decorar um pinheiro com maçãs, doces e pequenos wafers brancos, representando a eucaristia. A Árvore do Paraíso, como é chamada, era o símbolo da festa de Adão e Eva, que acontecia no dia 24 de Dezembro, muito antes da tradição cristã do Natal. Hoje, a árvore não só representa o Paraíso como no início da tradição, mas também a salvação. Segundo uma antiga tradição alemã, a decoração de uma árvore de natal deve incluir 12 ornamentos para garantir a felicidade de um lar: casa que é a proteção, coelho é a esperança, xícara a hostilidade, pássaro a alegria, rosa é a afeição, cesta de frutas a generosidade, peixe a benção de cristo, pinha é a fartura, papai Noel a bondade, cesta de flores os bons desejos, coração o amor verdadeiro. Sinta, reflita sobre este memorável momento e divirta-se na organização e montagem da sua árvore.

Qual sua oração?

Quando abrimos o jornal, no intuito de uma manhã de boa leitura, de belas notícias, nos deparamos com notícias ruins, sempre as ruins primeiro e em primeira página, com fotos ilustrativas e tudo mais, até dos acidentes eles colocam fotos, de várias posições dos corpos ensanguentados. São pais que maltratam filhos, estupram, atormentam, acidentes terríveis, brigas em festas, chuvas e suas catástrofes. Lemos sobre violências nas escolas, bullyng, homofobia, racismo, tribunal de contas desperdiçando palavras no linguajar que já nos acostumamos, argumentos e sempre mais desculpas pelos ocorridos. As pessoas acham que “cuspir” na Internet a ira das coisas ocorridas no Brasil é a coisa mais maravilhosa do mundo, se acham os donos do saber. Você já se perguntou o que faz para mudar? Mudar uma minúscula coisa que acontece de ruim no mundo? Isto mesmo, se pegarmos uma percentagem destes medíocres, veremos que somente 30% fazem algo para reivindicar, aperfeiçoar, encorajar, avocar ou qualquer outra conjugação, sinônimo e rimas e os demais?

Sinto-me ofendida e ferida, n’alma. Somos todos um Brasil só, com todas as raças e religiões, guerras, tráficos, enchentes, prostituição, analfabetismo, ruas esburacadas e com esgoto a céu aberto. Eu tenho tentado mudanças, quero fazer parte de uma maioria, de coisas boas. Estamos todos nas favelas, morros, becos úmidos, ruas de paralelepípedos soltos, estamos juntos no medo e dor, na angústia e na espera de um dia melhor, de lembranças boas e sonhos bons. Somos todos da mesma espécie, das mesmas características, dos mesmos gostos e paladares e queremos um dia poder abrir os jornais e obter notícias melhores, fotos boas ao nosso olhar, palavras doces e gentis. O inferno nos aguarda, o céu nos espera, o umbral nos reverencia, somos pó diante de qualquer acontecimento, religião, somos históricos, guerreiros, desbravadores, passatempos do tempo cruel e ordinário. E você? Qual sua mudança? Você realmente é da mesma espécie que eu ou ainda anda de “quatro”, de “lado” ou é realmente cego? Ou será que em minha volta existem somente “caranguejos”? Pergunto-me, muitas vezes, qual oração devo fazer? Ou talvez seja melhor não mais ler notícias nos jornais, revistas...Quem sabe não entrar mais na Internet e me manter no “mundo de Bob”, onde tudo estará realmente ao contrário e me deliciar nas minhas próprias fantasias. Temos de saber qual oração prestar antes de dormir ou viver sonhando, mais sensato ainda. Poderia me ensinar sua oração? Minhas palavras não funcionam mais. Quero motivos, uma forma extraordinária de fingir, este fingimento tosco que 99% do mundo tem.

Contos que conto ... Ela estava lá

Ela estava lá, naquela imensidão...Apenas os pequenos gritos miúdos soltos pelos cantos. Ela teve a chance de ir, de sair de si mesma e se jogar no mundo. Covarde, ficou naquele vazio, contemplando as próprias palavras, os próprios palavrões.

O seu futuro agora é incerto. Nem amores, nem manhãs ensolaradas na varanda. Se há ainda dentro dela alguma jovem, apenas as rugas dirão, com o tempo, este tempo que passa vagarosamente em nossa face.

A forasteira que tanto dizia ser, se acorvadou na hora de correr por aí, errante...Este é o desaprender das coisas poucas, onde a menina teme ser mulher.

Ela apenas se olha, num tipo de olhar profundo, se autocondenando, profanando palavras tolas, cuspindo letras tortas no chão. Ela ainda há de sofrer este turbilhão de sentimentos. Agora ela é mais do que devia ter sido e esse monstro que cresce por dentro, que aterroriza, que lacrimeja uma vontade, uma incrível vontade ainda tosca e leve, esse monstro que açoita o pouco que ainda resta ou que ainda sobra. Não há mais espantalhos soltos na noite fria, não há incrédulos roçando as coxas quentes, não há mantos, nem prantos agudos. Agora somente um ventre oco.

E o monstro que se apoderou daquele corpo jogado no escuro, ele cobre o tédio, a saudade, uma saudade que queima e que arde, que nunca termina ou vai embora. E ela ainda lá, presa entre o passado e o presente, fora de si, com a porta d’alma trancada.

E o amor que tinha, que ainda ousava doer, que cochichava no ouvido, se foi...Desmanchou-se, feito poeira. Só ela, a mulher esquizofrênica, só ela morria de medo de si e num destes impasses e loucuras, quis tirar a própria vida, morrer realmente seria mais fácil e lentamente melhor. E o silêncio foi a melhor maneira de lutar contra o próprio monstro, sem palavras, sem pensamentos, apenas um corpo lá no escuro, sem fome nem sede, provando do próprio veneno, brincando de morrer.

Num grito, numa razão desmedida, tudo acabara, bem depressa, rápido como tempestade, raios e trovões. O corpo jaz neste inferno de viver. O espírito, com asas e dentes afiados, com a pele grossa e seca, ele se apagou, como um toco de vela acesa que tenta iluminar um cômodo. Ela estava lá, ainda sem ela por dentro, mas estava lá. Esse é o amor, que vem e que vai...Hoje somente resta um cigarro aceso naquele quarto, lentamente se apagando.



* Imagem google.com

Namorar By Sulla Mino


Angelicalmente seu

olhar me olha e

vê o amor

imediatamente.

Timidez estampa

o meu corpo...

Um aceno para o

dia seguinte lembrar,

recordar o menino

do outro lado da rua,

não estou pronta para

namorar.

Resenha do Filme --> Tron_O Legado

Tron é um filme americano de 2010, continuação do filme de ficção científica da Disney Tron, de 1982. Foi anuncionada na Comic-Con de 2009 a utilização dos sistemas Disney Digital 3-D e IMAX 3D e câmeras desenvolvidas por James Cameron. Uau! Super produção de efeitos especiais. O filme tem uma ótima história, não é mesmice como dizem, apesar de algumas críticas ruins e notas baixas em relação às falas, vale conferir o trabalho geral e a estréia cinematográfica do diretor Joseph Kosinski. Steven Lisberger, volta como um dos produtores e Jeff Bridges, de filmologia admirável, interpreta mais uma vez o programador Kevin Flynn, enquanto Bruce Boxleitner retorna com Alan Bradley e TRON. Kevin Flynn cria um clone digital de si mesmo chamado CLU para ajudar o programa de Alan Bradley,Tron, a trabalhar na Rede, que irá conter o mundo digital dos computadores da corporação que Flynn comanda. Flynn é um gênio da informática que, um dia, desapareceu sem deixar vestígios. Seu filho, na época com sete anos, é criado pelos avós e a empresa de Flynn é gerenciada pelos demais acionistas. Já com 27 anos, Sam não quer assumir o controle da empresa e prefere boicotá-la uma vez por ano. Um dia o braço direito de seu pai, Alan Bradley recebe um bipe, o que faz com que Sam vá até o local onde Kevin tinha uma série de consoles de videogame. Lá Sam encontra uma passagem secreta que o leva a uma câmara onde está o último trabalho de seu pai. Sam o aciona e é levado a outro mundo, tecnológico, habitado por programas de computação. Lá ele descobre que seu pai está vivo e juntos tentam escapar deste mundo virtual antes que o portal entre os dois mundos se feche. O filme transmite um visual espetacular, um neon abundante e mirabolantes ações. Sou suspeita, já que adoro a mistura de ação e Ficção Científica.

A trilha sonora é composta pela dupla Daft Punk - que faz aparição em uma das cenas no filme - e harmonizada pelo maestro americano Joseph Trapanese, com uma orquestra de 85 músicos. A dupla ganhou um Grammy por Melhor Álbum de Eletrônica/Dance, pudera. Estamos no aguardo, a sequência está sendo organizada e uma série será lançada em 2012. Tron foi um filme difícil ser entendido quando lançou, na década de 80, os personagens falavam de linguagens de programação, hackers, softwares e preenchiam as lacunas com a informática, ainda bem que somos desta geração, com a tecnologia de hoje, podemos entender as entrelinhas.

Vale curtir, vale nos esbanjar em tamanha ficção, realmente O Legado é uma incrível aventura de alta tecnologia, ambientada em um mundo digital diferente. Minha nota é 9 e a sua qual é?

6ª Mostra de Arte Infantil-Guaratuja --> Centro de Convenções Victor Brecheret em Atibaia (2011)














































Nix e seus descendentes By Sol Firmino

Os primeiros momentos da criação aconteceram no escuro. A luminosidade viria somente a partir de Érebo e Nix, entidades originadas do Caos inicial. Na tradição Órfica, todo o Universo e os deuses primordiais nasceram do Ovo Cósmico de Nix, que surgiu de um desdobramento assexuado do Caos. Érebo seria a escuridão profunda do momento da criação, e mais tarde passou a se localizar na região subterrânea do Hades. A escuridão acima de Gaia era representada por Nix, que teve uma breve união com Érebo e criou Éter, a luz atmosférica, e Hemera, a luz do dia; depois se desdobrou e gerou sozinha outras divindades. Os descendentes mais importantes de Nix foram as Hespérides, as Moiras , Nêmesis, Éris e Lete.

As Hespérides, ou ninfas do Poente, personificavam o final da tarde, momento de transição entre o dia e a noite. Elas viviam em um jardim inacessível situado no extremo Ocidente e guardado por um dragão. O lugar era famoso pelas maçãs de ouro que Gaia deu para a deusa Hera por ocasião do casamento desta com Zeus. Lá também era morada do gigante Atlas, que recebeu o herói Hércules em um de seus doze trabalhos.

(...)

Texto completo na coluna Mito em Contexto, em Blocos online.

Imagem: Hércules no Jardim das Hespérides.

Thunderbolt P-47 By Sulla Mino

Se me perguntassem qual “pássaro” eu gostaria de ter sido, certamente eu responderia que gostaria de ter sido um Thunderbolt P-47, o Grande Caça da 2ª Guerra, também conhecido como "Jug" que quer dizer Jarro. Foi o maior, mais caro e mais pesado caça na história da aviação a ser motorizado por um único motor de combustão interna.

Foi um dos principais caças da Força Aérea dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, sendo utilizado também por outras forças aliadas durante o conflito, incluindo a Força Expedicionária Brasileira. O P-47 era eficiente em combates aéreos, mas provou-se especialmente hábil como caça-bombardeiro. Era equipado com oito metralhadoras calibre “Ponto 50”, quatro por asa.

Carregado com carga total, seu peso podia chegar a oito toneladas. Foi o primeiro modelo de avião dotado de borrachas de autovedamento no tanque de gasolina, o que permitia levar tiros diretamente no tanque, e a gasolina não vazar e foi o primeiro a ter a capacidade de carregar bombas de 277kg. Tendo sido, como caça escolta, ele e outros modelos de caça aliados substituídos em 1944 pelo P-51 Mustang, que tinha autonomia para acompanhar os bombardeiros na ida e volta de seus objetivos.

Assim a partir de 1944, passou a caça-padrão de ataque ao solo, sendo assim utilizado por outras forças aéreas aliadas durante o restante da Segunda Guerra Mundial, como a força aérea vermelha da então União Soviética, a real britânica, em especial pelos indianos na frente birmanesa, pelo 1º Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira na campanha da Itália e pelo Esquadrão 201 da Força Aérea Mexicana na campanha de retomada das Filipinas. Há casos de P-47 voltarem com apenas uma das asas inteira e, ainda assim pousar, taxiar e parar suavemente na pista. Lendo o texto de Nicholas Mastrangelo- Chefe do Dept. de Publicações Técnicas, Republic Aviation Corp., podemos ter uma ideia desta incrível máquina. O Thunderbolt foi projetado com um aileron de forma arredondada, capota ejetável, controles de superfície todo em metal e foi o primeiro avião a reduzir a carga sobre o pedal do leme através do uso de compensador.

Durante sua a criação e concepção, seu projetista explorou todas as vantagens conhecidas e, primeiramente, adotou a eficiência de um monomotor, single-fuselage com a menor envergadura possível. Seu sistema de superalimentação, o qual ocupava um volume considerável na fuselagem, projetado para fornecer uma pressão 52" Hg até níveis estratosféricos para seu motor de 2800 pol³. Uma vez que a hélice convencional de três pás não era adequada ou até mesmo capaz de aproveitar toda a potência do motor, uma de quatro pás foi instalada, por coincidência, o P-47 serviu como primeira plataforma de testes para aquele tipo de hélice. Desenvolvimento da expansão interna da capacidade de combustível do P-47, pode se dizer, tem maior alcance de combate que qualquer caça. Dentre os warbirds remanescentes da Segunda Guerra, certamente o Thunderbolt é um dos mais numerosos.

Foi o caça americano em maior número durante a guerra - também criou uma legião de admiradores que talvez só perca para a do Mustang, outro clássico de sucesso. Amplamente empregado por nações ao redor do mundo, principalmente após a Segunda Guerra, o P-47 pode ser encontrado em museus de quase todos os países em que operou. Além disso, há também os que ainda voam, normalmente se apresentando em shows aéreos como o de Oshkosh e a CAF Airshow. Nesse caso, são Thunderbolts com esquemas de pintura reproduzindo aviões famosos pilotados por ases e que são conhecidos pelos seus apelidos como "Tarheel Hal" ou "Cheek Baby". Sem dúvida, saber o cadastro de todos os Thunderbolts espalhados pelo mundo, com informações sobre seu estado de conservação é uma tarefa complicada.

O Warbirds Resource Group, uma organização dedicada a preservar a memória das antigas aeronaves de combate, se encarregou de acompanhar o destino não só dos Thunderbolts, mas de todos os aviões que sobreviveram até os dias atuais. Ao todo, eles contaram 73 P-47s espalhados ao redor do mundo. As histórias são tantas em torno desta máquina, seus conflitos, modelos, restrições, suas ações incríveis, fases, aeronaves muito equipadas, , rivais, missões, marcas e lembranças...E se eu realmente tivesse sido este tipo de “pássaro”, com todas estas belas especificações, estaria voando até hoje, preenchida deste incrível céu, em dias maravilhosos de brigadeiro...

* Imagem Sulla Mino

LINDA FLOR By Mário Resende

Eu acho que sonhei,
ou não?
Despertei hoje cedo
recebendo o carinho de uma flor
que,
irretocável,
habita a minha janela
por onde eu vejo o mundo,
jardins que a outros pertencem,
corpos celestiais e
outras coisas mais.
E mesmo que procure,
eu sei,
em nenhum lugar
a perfeição encontra par.
Delicada ,
frágil,
linda,
me acenava ao sopro da brisa
agradecendo ao seu afortunado jardineiro
por dela cuidar tão bem,
devotando-lhe o meu amor.
Surpreso eu fiquei ,
porque,
era eu quem deveria estar ali,
agradecido pelo simples fato
de ela e
toda essa harmonia
existirem.

Samba de Bênção - Vinicius de Moraes e Toquinho . Samba compuesto por Vinicius y Baden Powell, interpretado en Mar del Plata.



É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não

Falado

Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão

Cantado

Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

Falado

Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba

Cantado

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

Falado

Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus

Cantado

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração


Dragões by Sulla Mino

Dragões ou Dragos são criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto semelhantes a imensos lagartos ou serpentes, com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo.

A palavra dragão é originária do termo grego. No Egito antigo, os dragões eram associados com serpentes e relacionados com a ideia do mal. Na Mesopotâmia também havia essa associação de dragões com o caos. Na Grécia e em Roma, por vezes tinham poderes benéficos. Na cultura cristã, o dragão tornou-se um símbolo do pecado e do paganismo. Os dragões dos mitos pagãos do Oriente tomaram novas formas nas lendas das vitórias de São Miguel e São Jorge sobre dragões. Aliás, o extermínio desses monstros é o feito maior de muitos heróis, como Perseu.

Há histórias de dragões por todo o mundo, ele também pode ser um símbolo positivo em muitas culturas, como guardiões de tesouros ocultos e da imortalidade. Os dragões encontram conforto em lugares frios, escuros e úmidos; cavernas são as moradas ideais, além da penumbra e do frescor.

Há dragões que habitam em águas: mares, lagos, rios, mas, preferencialmente, pântanos, como os dragões ingleses Knuckers. O famoso Vlad Tepes ou Conde Drácula foi um membro da Sociedade Secreta dos Dragões em sua região e seu apelido "Drácula", significa, precisamente, Dragão. Nesta tradição há uma clara associação entre Dragões e Sabedoria, uma relação histórica com raízes plantadas na mais remota antiguidade.

Na China, são figuras de grande destaque. Festas folclóricas são dedicadas a eles, simbolizam o próprio povo chinês que se autoproclamam "Long De Chuan Ren" (Filhos do Dragão). Estas criaturas habitam nas águas, voam nos céus e percorrem as entranhas da Terra e dos Oceanos; aos seus movimentos subterrâneos são atribuídos fenômenos tectônicos como tremores de terra, terremotos e maremotos. Os dragões chineses são classificados em nove categorias: Dragão com Chifres, Dragão Celestial; Dragão Espiritual; Dragão Serpente, Dragão Amarelo.

Os quatros últimos são os Dragões-Rei, regentes dos quatro mares dos quatro pontos cardeais. Junto com o Unicórnio, a Fênix e a Tartaruga, era considerado um dos quatro primeiros animais que ajudaram na criação do mundo. Temos os Dragões Subterrâneos que eram guardiões dos das joias enterradas na terra.

Cada um possuía uma grande pérola que podia multiplicar qualquer coisa que tocasse. Azul: Augúrio do Verão, Vermelho e Negro: Dragões destas cores eram bestas ferozes cujas lutas causavam tempestades e outros desastres naturais. Amarelo: Estes eram os mais afortunados. Não podiam ser domados, capturados ou mesmo mortos. Apenas apareciam em tempos. Os Dragões chineses podiam tomar a forma humana ou de uma fera se desejassem e tinham uma bizarra coleção de fobias. Temiam o ferro, mas para criaturas que eram vistas como mestres de tais elementos e quase divinos, também temiam outras estranhas coisas como centopéias ou fios de seda tingidos em cinco cores.

O Japão também tinha seus dragões. Chamados de Tatsu, eles eram bastante relacionados com os Dragões Chineses. Assim como eles, também tinham diferentes subtipos, geralmente tinham somente três garras e eram mais parecidos com cobras. Pesquisadores de diferentes áreas, geólogos, arqueólogos ou teósofos, que defendem a hipótese de uma origem mais recuada para a espécie humana, admitem que pode ter ocorrido um período de transição no qual seres humanos conviveram com sáurios ou grandes répteis. Apesar destas descobertas a arqueologia oficial não admite a existência de seres como dragões em qualquer época, embora nos ladrilhos babilônicos, nos murais pré-colombianos, na mitologia nórdica, nos desenhos japoneses, pagodes e monumentos, na Biblioteca Imperial de Pequim e em muitos outros documentos históricos figurem reproduções perfeitas de Plesiossauros e Pterodátilos.

Na Bíblia, além do Apocalíptico Dragão Leviathan, o profeta Isaías relata sua visão de uma "serpente voadora", palavras que todos os dicionários hebreus traduzem como Saraph (veneno); e Mehophep (voador).

Os dragões seriam uma lembrança de tempos anteriores ao Dilúvio Bíblico; anteriores ao surgimento dos primeiros antropóides reconhecidos pela ciência atual, datada em 1 milhão e meio de anos atrás. Então, pense bem na escolha da tatuagem!

* Imagem: google.com

Atividade Distrital - Acampamento ELO em Bragança Paulista Tema: Suécia Por: Chefe Daniel

O final de semana começou mais cedo para os Ramos Escoteiro e Sênior do GE Pedra Grande. Na sexta-feira à noite com a montagem do campo para o acampamento ELO (Escoteiros locais em operação) e logo em seguida, de madrugada sob um céu limpo e estrelado realizou-se a investidura Sênior dos nossos jovens, Tais Alves Costa, Lucas Henrique Costa, Fillipo Nanni e Peterson Alves Campos. Detalhe, investidos já com o novo distintivo.

Logo de manhã, após os outros Grupos montarem seus campos em seus respectivos lugares, veio o hasteamento e a promessa de um dia repleto de diversão, alegria e desafios. Os Grupos participantes foram Cavaleiro da Paz 22º. Pinhalzinho 36º. Pedra Grande 74º. Jaguary 134º. Gebrapa 305º. Serra do Japi 236º. e Ivoturucaia 274º.

O sentimento de amizade era evidente no rosto de todos os jovens presentes, era a hora de reencontrar conhecidos, matar a saudade dos Chefes e dos irmãos escoteiros longes pela distância mas unidos por uma só promessa. E que lugar melhor para rever nossos irmãos escoteiros do que em um acampamento que reúne dois ramos? E foi nesse clima amizade, que teve início o Acampamento ELO. O tema deste ano foi um país localizado na Península Escandinava na Europa Setentrional, a Suécia. Com todas as bases realizando atividades que iam desde jogos, gastronomia e cultura dos Suecos e as patrulhas com nome das cidades. A escolha desse país foi porque o Jamboree internacional foi realizado lá. Nosso Grupo aplicou a base “Quebra-cabeça”, onde encenamos uma batalha Viking real pela conquista de duas cidades, onde os jovens tinham que ao mesmo tempo se defender e atacar o adversário. E com a Chefia para sabotar os planos de ambos os lados, música de fundo, pintura de guerra e muita disposição que os jovens defenderam seus territórios contra o inimigo. E nesse clima a base divertiu a todos, sendo considerada por muitos como a melhor do acampamento.

Durante todo o evento, só houve uma ocorrência; uma escoteira desmaiou quando estava passando pela base do Gebrapa “Desafio dos Suecos” e caiu da “falsa baiana”, sendo atendida pelo Socorrista de plantão do acampamento. A jovem foi encaminhada ao hospital, a coordenação do acampamento buscou seus pais e deu todo o apoio necessário, provando mais uma vez que os pais podem ficar tranqüilos que nós Chefes cuidamos de seus filhos como se fossem.nosso. O diagnostico para o desmaio foi falta de alimentação, pois ela não havia se alimentado antes de vir para o acampamento. Fica o alerta aos pais, sempre enviar os filhos já alimentados aos acampamentos, a chefia sempre passa essa orientação. Após o término das bases, veio a hora do banho, após o jantar, uma horinha livre e o “Fogo de Conselho” onde os Grupos apresentaram esquetes e cantaram músicas, destaque especial para o Grupo de Socorro, Cavaleiros da Paz que apresentou uma interpretação Viking da Leis Escoteira, muito boa por sinal. Seguindo a programação, teve o “jogo noturno” e enfim chegou a hora de dormir, ufa! Que dia, mas logo, às 5:30hr veio a alvorada, e todos já estavam de pé para fazer o hasteamento, tomar café e se preparar para as atividades que a chefia preparou.

O jogo consistia em esconder duas cartas, uma falsa e a outra verdadeira, que teriam que respeitar 30 metros de onde os bastões foram colocados e os jovens foram divididos em quatro grupos. Somente uma carta foi encontrada, e pela falta de atenção do grupo 3, que a encontrou, eles perderam o jogos, pois era falsa.

Após o jogo, era a hora do almoço, desmontar o campo e começar os preparativos para voltar pra casa. Na cerimônia de encerramento, palavras inflamadas de todos elogios e congratulações aos Chefes e aos jovens pintara a despedida com o verdadeiro espírito escoteiro. B-P deve estar muito feliz lá do acampamento no céu. Dentre as palavras de agradecimentos, houve uma em especial para nosso Grupo, a da Chefe Nice (GE Serra do Japi), que era amiga da nossa antiga Chefia e lembrou-se de tempos antigos, do Chefe Jairo, entre outros e em especial, muito emocionada, do Chefe Cláudio que está junto com B-P. E foi nesse clima que o Acampamento Distrital ELO terminou, com os jovens se despedindo, trocando e-mails e tirando fotos de momentos que estarão sempre na lembrança de todos nós, Chefes, Escoteiros e Seniores.

Bravo, bravíssimo à todos!!!


Senta Pua!









"Senta a Pua" num linguajar mais popular, é o equivalente ao "Desce o Porrete". Pua significa cocar de guerra, uma espécie de porrete que os nossos indígenas usavam para quebrar os ossos dos inimigos, inclusive os crânios. Uma ironia bem bolada dos militares brasileiros para provocar os nazistas, que assumiam o mesmo conceito, só que com um martelo. Foi uma gíria que surgiu no Nordeste do Brasil na década de 40.

A ligação com o 1º GAvCa é que Entre os voluntários selecionados havia muitos jovens de origem nordestina oriundos de bases na Bahia e no Recife e outros que estavam servindo nos Afonsos, Rio de Janeiro. É uma expressão com vários significados e pode ser entendida nesse contexto como não correr da luta, lançar-se sobre o inimigo com convicção e vontade de vencê-lo não importando o perigo e a adversidade. Este emblema extraordinário é o símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira, tendo suas origens na Segunda Guerra Mundial.

O símbolo foi criado pelo então Capitão Aviador, depois Major-Brigadeiro Fortunato Câmara de Oliveira, Comandante da Esquadrilha Azul, o que foi feito a bordo do navio USAT Colombie, que transportou a Unidade do Porto de Norfolk Virgínia-EUA, ao porto de Livorno. Apareceu, então, pela primeira vez, a figura atlética do Avestruz do 1º Grupo de Caça, que nunca escondeu a cabeça diante do perigo. Sou fascinada por histórias da guerra e este símbolo é o meu preferido.

Ao contrário, os que o levaram em suas missões de guerra, pintado na carenagem do motor dos Thunderbolts, foram condecorados por atos de bravura pelo Governo dos Estados Unidos, por proposta do Comandante da 12ª Força Aerotática da USAAF, a quem o 1º Grupo de Caça estava subordinado operacionalmente no Teatro de Operações do Mediterrâneo. O Avestruz Guerreiro do "Senta a Pua!" foi para a FAB o que representa o emblema "A Cobra Está Fumando" para o Exército, através das batalhas de Monte Castelo, Montese e outras, sustentadas e vencidas pelos heroicos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira.

A simbologia é magnífica, a faixa externa verde e amarela significa o Brasil, o Avestruz é a velocidade e maneabilidade do avião de caça e o estômago dos pilotos, que aguentava qualquer comida, alimentação que lhes era oferecida, que contrariava todos os hábitos alimentares a que tivessem se habituado: feijão com açúcar, ovos em pó, leite também, etc. O quepe do avestruz significa o piloto da Força Aérea.

O escudo é a robustez do P-47 e proteção ao piloto. O fundo azul e estrelas, lindamente é o céu do Brasil com o Cruzeiro do Sul. A pistola, o poder de fogo do Thunderbolt. A nuvem significa o espaço aéreo. A fumaça e estilhaços é a artilharia antiaérea ( FLAK) inimiga. O fundo vermelho é o sangue derramado pelos pilotos na guerra e a frase “Senta a Pua” excelentemente é o grito de guerra, que foi lembrado pelo então Ten. Rui Moreira Lima que o ouvia, constantemente, quando servia na Base Aérea de Salvador. Ouvira-o do então Capitão Aviador Firmino Alves de Araújo (falecido como Brigadeiro do Ar) que, com essa expressão - pronunciada de modo impulsivo - concitava os companheiros e subordinados ao cumprimento rápido das missões e ordens que dele recebiam. Nada melhor, portanto, que aplicá-lo ao combate, como já o tinham o "A la chasse!" dos franceses e o "Tally Ho!" dos ingleses e americanos.

O símbolo Senta a pua está exposto no National Museum of the U.S. Air Force. A história da aviação militar brasileira na 2ª Guerra Mundial, maior conflito da história da humanidade, um tremendo combate impressionante e admirável, é realmente extraordinária, meus parabéns e grandes vivas aos veteranos, aos nossos aviadores. O orgulho é imenso aos nossos heróis e de ser Brasileira. Continuemos “Sentando a Pua”.


* Imagem google.com

Contos que Conto ...Despedida

Hoje me despeço de ti, de mim. Sem acenos medíocres, nem beijo nas bochechas rosadas, as suas ou as minhas.

Adeus também não levará na sua memória, nem seu adeus a mim, nem o meu a mim mesma.

Prefiro esta metamorfose de delícias que sinto, que tenho, que fantasio e que poderei nunca esquecer. E hoje minha máscara me caiu bem, esta máscara que não é um mero adereço, ela disfarça minhas cicatrizes, minhas lágrimas escuras.

Não esquecerei de ti, nem você de mim. Esta transformação de um ser em outro, de mim em você, de você que carrego em meu balaio térmico, todos seus deleites estarão nele, e de alguma forma estarei em você, talvez presa numa caixa fosca de papelão, estarei nela mesmo assim, cintilada, etérea. Estarei num purpurinado colorido, com letras soltas, recitando poesias pra você, sim, de algum lugar ainda não definido. Estarei em ti, tenho esta certeza, de alguma forma miúda, estarei envolvida em teus braços, no meu desassossego, na minha inquietude perversa, nas minhas manias de só querer.

E esse amanhã que nunca chega, sim o dia da minha partida, da despedida nua e crua, sinto um monte de coisas, sinto uma foice me cortar a garganta, sinto o sangue quente descendo pelo pescoço. Hoje me despeço de ti, agora já é o amanhã que nunca almejei, sem fingimentos, sem delícias, deixo-te. Deixo-te, nossos elos se partem, deixo uma parte minha, uma parte invisível e você, fica um pouco em minhas poesias afiadas, as perversas que saem da minha boca. Minha boca que tanto mordestes.

Hoje me despeço de ti, na verdade não querendo ir, mais a parte de mim, a que me domina, esta outra parte, errante e indiscreta, que se apoderou do meu lado fraco, esta parte quer sair, fugir, ir. Estou indo querendo ficar. Aproveito este dia, que já é noite, celebrarei meu ritual, esta volúpia ardente e irei, irei por aí feito um avoante de asa partida, faltando-me penas.

O baile de máscaras continua, eu num ápice esfumaçado, parto. Parto “sem eiras e beiras”, estros, restos e fadigas. Sigo por um caminho que não se vê, não se pode ver e trilhas estreitas, um chão impregnado de cinzas, de ossos pontiagudos, de mortos. Sem beijo doce e quente na face ou nas mãos.

Hoje me despeço de ti, na verdade de mim, porque minha máscara de hoje não teve serventia, Ela me aguarda no final da festa, sua fantasia a mais bela da noite, Ela me ronda, me espera, me envolve no seu perfume barato, a morte.



* Imagem google.com

Poesia por Sulla Mino...Retorno

Retorno de tempo em tempo,

sem cor,

sem nexo,

bem traçada,

em

notas,

nas fotos,

nos lembretes,

miúdos prazeres,

momentos...

Assim,

sou quem sou,

um alguém somente,

perdido nas horas,

um pedaço desmontado de mim,

de um outro lado embaçado,

preso no espelho.

Estou sendo inventada

na cauda do descompasso,

aventureiro,

manso.

Retorno nesta cauda cintilada,

achando que acertei o tempo

para te amar.

Retorno de mim,

de vez em quando,

feito zumbi perdido na rua.

Retorno do pavio das lembranças e

me acorrento neste corpo que

apodrece no correr do relógio.



* Imagem goolge.com

O Dia Mundial das Crianças

Se engana quem acha que o Dia das Crianças é somente um momento de presentear. Este dia tão esperado é o dia em que podemos resgatar e reavivar a relação entre pais e filhos.

Antigamente as crianças não tinham tantos brinquedos como as de hoje e, por isso, tinham que usar mais a criatividade. Usavam tocos de madeira, pedrinhas, legumes e palitos para fazer animais, além de brincadeiras como amarelinha, cinco Marias, bolinha de gude, cantigas de roda, passa anel, roda pião, empinar pipa, dentre várias outras e, assim, se divertiram por décadas. Com os avanços da modernidade, a tecnologia trouxe brinquedos que não exigem a criatividade das crianças, elas já encontram tudo pronto.

Uma boa sugestão para comemorar este dia, é a família fazer um levantamento das brincadeiras do tempo de seus pais e de seus avós, aproveitando para se distraírem com seus filhos, ensinando-os outras formas de diversão e as possibilidades de se criar jogos e brincadeiras. Podemos usar também um belo cardápio, ir a restaurantes e lanchonetes já está ficando fora de moda, sejamos criativos! O Dia Mundial da Criança é oficialmente 20 de novembro, data que a ONU reconhece como Dia Universal das Crianças por ser a data em que foi aprovada a Declaração dos Direitos da Criança.

Porém, a data efetiva de comemoração varia de país para país. Em Portugal, o dia das crianças é festejado no dia 1 de junho, o mês de maio homenageia Maria, mãe de Jesus. O dia da criança foi comemorado, no mundo inteiro no dia 1 de junho de 1950. Logo depois, empresas decidiram criar a Semana da Criança, para aumentar suas vendas. No ano seguinte, os fabricantes de brinquedos decidiram escolher um único dia para esta “comemoração comercial”, então Galdino do Valle Filho teve a ideia de "criar" o dia das crianças.

Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto nº 4867, de 5 de novembro de 1924. Mas somente em 1960, quando a Fábrica de Brinquedos Estrela fez uma promoção conjunta com a Johnson & Johnson para lançar a "Semana do Bebê Robusto" e aumentar suas vendas, é que a data passou a ser comemorada. A estratégia deu certo e desde então o dia das Crianças é comemorada a promoção e fizeram ressurgir o antigo decreto. A partir daí, o dia 12 de outubro se tornou uma data importante para o setor de brinquedos no Brasil. Na Hungria se comemora no último domingo de maio, no Uruguai no segundo domingo de agosto e no Japão a comemoração possui algumas curiosidades, para os meninos a data se dá no dia 05 de maio, o Tango no Sekku (Dia dos Meninos).

Nessa data, as famílias exibem capacetes de guerra tradicionais, para que as crianças cresçam fortes e saudáveis. Come-se bolo de arroz recheado de feijões vermelhos e enrolado em folhas de carvalho e bolo de arroz enrolado com folhas de bambu. Já para as meninas, a comemoração é feita no dia 03 de março através das tradicionais festas das bonecas, conhecidas como "Hina Matsuri". As famílias com filhas organizam exposições de bonecas, que representam a antiga corte imperial. “A realidade do Brasil sempre foi de discriminação no que diz respeito aos direitos da criança e do adolescente. No século XIX somente iam para a escola crianças das classes mais abastadas, mas mesmo assim era muito difícil mantê-las estudando em razão das dificuldades da época, como distância e separação da família.

No século XX surgiram as primeiras escolas para os mais pobres, em face do progresso da indústria e da necessidade de mão de obra qualificada. Nessa época, as crianças eram submetidas a trabalhos pesados nas minas e fábricas, com uma carga horária tão pesada que chegava a treze horas por dia, como a dos adultos. Nessa época, o tempo de aprendizagem começou a ser valorizado em razão da industrialização, e a adolescência passou a ser considerada uma fase da vida. A criança passou a ser vista como um sujeito de direito.

Ao final do século XX, com a constituição de 1988, em seu artigo 227; o Governo Federal lançou o Estatuto da Criança e do Adolescente, um conjunto de leis com o objetivo de defender os direitos dos pequenos”. No Estatuto, podemos encontrar as obrigações que os mesmos devem cumprir, como: Obedecer aos pais, respeitar os mais velhos, conservar o meio em que vivem e estudar para ter um mundo melhor. Como já dizia Richard Dana “Mais vale sermos expulsos do convívio dos homens que detestados pelas crianças”.

Eu acho que o melhor presente para a sua criança é a brincadeira, não com brinquedos robóticos e sim nos envolvermos com elas em um momento mágico, este momento será sempre lembrado e renovado em suas vidas e por gerações, não há o perigo de se quebrar ou sair de linha, pense nisto.



* Imagens google.com

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