Tenho sede, uma absurda vontade de goles grandes de palavras "malditas" (...)

Livre um dia...

Teu assédio monta guarda em meu viver,

como tumulto, desordem, alguém morrendo.

Atira-me, fecha-me,

em uma angústia, mistério qualquer,

como um medo avulso...

Vou perdendo a ousadia e o cansaço,

restando o humor, debatendo e

humilhando,

como um repentino vento ou fumaça,

como um vampiro na noite que atormenta...
Sinto a ausência do meu fingir alheio,

meu velho companheiro.

Ouço passos no coração,

batendo na porta sem razão,

inocente hora,

estou cega na tua violência,

escrava da agonia, criança doente,

ferida diria...

Embriago-me em teu feitiço,

sem sorriso, dormente no pânico,

envelhecida,

meu ventre...estou vazia...

Serei livre um dia.

3 comentários:

karine disse...

Contos que COnto. Deveria ser Conto que encantam...
Cada dia me encanto mais...

Anônimo disse...

Adorei te visitar, gostei muito.
Vou em Mossoró pegar seu autógrafo.
Daniela. RJ - Tijuca

###a.l.#### disse...

Occasum

Autor: Orácio Felipe

Johann é imortal. Mas a imortalidade carrega consigo muitas angústias. A maior delas, a falta de um amor que a acompanhe. Ele buscava, como criatura das trevas, uma companheira que pudesse transformar. Ele buscava um antídoto e havia conquistado alguma força compondo poesias, admiradas tanto pelos seus criados, Igor e Fredy, quanto por aqueles que o perseguiam. Seus buquês de palavras, como costumava chamar, eram entregues àquelas que admirava. Mas havia uma única rosa em seu caminho, para a qual ele passaria a dedicar sua existência, que não era efêmera. Um vampiro buscando extinguir sua chama assassina através do amor de uma mulher. Um soneto pode aliviar a dor no coração frio de uma criatura?

www.clubedosautores.com.br

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